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Jornal da Semana
Resenha do Solano

Revolução disruptiva Ou dor de cotovelo?

, 17 de junho de 2022 às 9h16

A tensão na Amvat (página 03), que gerou a intenção de desfiliação de 11 municípios da entidade, é fruto de uma tendência mundial. Entrou ainda mais na moda com a pandemia, a ponto de virar uma necessidade básica, gerando inclusive conflitos mais sangrentos como a guerra da Rússia com a Ucrânia. É um dos efeitos colaterais chamado transição disruptiva, que já está substituindo produtos ou serviços já existentes no mercado, de forma a romper paradigmas e criar novos hábitos de consumo.

Na semana em que rolou a briga na Amvat, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, estava em Israel, em viagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) numa missão em soluções tecnológicas. Com exceção do Cristo Protetor, os municípios da região alta não tiveram tanto êxito em termos de parcerias público-privadas em comparação com os municípios do lado de baixo do pedágio.

No próprio turismo, os municípios do lado de baixo ainda nem começaram a arregaçar as mangas, pois o foco era competividade na indústria e serviços. Imagina quando o Laçador sair no Morro Gaúcho.

Obviamente que a concessão de pedágio pode ter desdobramentos ainda mais catastróficos do que essa briguinha na Amvat, como não ter interessados ou cair por água abaixo após as eleições de 2022.


EQUILÍBRIO ENTRE OBRAS E CARINHO

Enquanto fãs postaram hat-trick fotográfico com o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) pedindo música no Fantástico, gerando suspeitas de amizades mais próximas, alguns moradores de Arroio Grande ficaram descontentes. Nenhum representante da comunidade que tem dois vereadores, e outras pessoas que integram várias entidades locais, municipais e regionais, foi convidado para vistoria das obras em 2 de junho, consideradas as mais importantes para a localidade em sua história.

Apenas prefeito, secretários de governo, correligionários e imprensa receberam o governador para um momento inferior a 5 min no território arroio-meense. Em Capitão, uma comitiva maior recepcionou o ex-governador, que bateu papo de 20 min com políticos e comunidade. Inclusive fez uma visita de 10 min no Centro Administrativo, mas não teve tempo para prestigiar uma apresentação que foi preparada por alunos.

Falo isso porque em poucas oportunidades, nos últimos 12 anos, pré-candidatos ao Piratini vieram na microrregião de Arroio do Meio durante o período eleitoral que ainda não começou. A maioria, quando vem para a região, se reúne em Lajeado para ato rápido com coligados e coletiva de imprensa.

Alguns pré-candidatos a Câmara Federal, como Enio Bacci (União Brasil), que tem quase três décadas de vida pública, também entendem que tanto na campanha como na prestação de contas no mandato se ganha tempo fazendo a comunicação pela imprensa. Enio vai lançar a candidatura em ato para imprensa regional. “Poderia convidar 100 pessoas de diferentes setores da sociedade que não daria o mesmo resultado” (mais informações página 14).

Aqui em Arroio do Meio e em muitos outros lugares as pessoas se acostumaram com o convívio dos políticos em sua rotina. Só que existe uma diferença entre trabalhar/ganhar tempo e estar com o povo. Claro que o ideal é conciliar, pois às vezes o apreço pelo ser humano é importante e deve se somar às obras públicas.

TRIBUNAL DE CONTAS

Quando Enio Bacci se elegeu para AL/RS em 2014, um dos assuntos mais abordados nos bastidores é de que a vinda dele de Brasília tinha como intuito assumir o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele acabou assumindo a direção geral do Detran-RS, que ocupou até o fim de março. Outro nome badalado da região, só que sem mandato, foi o do ex-deputado Heron de Oliveira no Ministério do Trabalho, além de nomes de ex-esposas de alguns políticos no SINE e diversas instituições governamentais, filhos, filhas e etc… Se olharmos a fundo, é algo bem interessante e legal.

Nesta semana, o ex-secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Edson Meurer Brum (MDB) (foto), deputado estadual por cinco mandatos, assumiu a tão sonhada e invejada cadeira no TCE, que para muitos críticos é considerado o STF dos gaúchos. Particularmente não me sobra tempo para acompanhar o trabalho e rotina do TCE. Mas o Vale do Rio Pardo tem tido a eficiência de manter ao longo das eleições três cadeiras na AL/RS e duas na Câmara Federal.

Embora tenha muitas estratégias boas que podem servir de inspiração, a luz própria dos defensores dos nossos ideais precisa ser muito bem trabalhada, não só na campanha eleitoral. Não falo só de multas de trânsito, mas outros fatos para ganhar audiência no imaginário popular ao natural. Claro, com ambição e habilidade. Poucos sabem, mas Brum tem parentesco com Matte.

Por daiane