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Para seguir adiante. Sempre!

17 de junho de 2022 às 8h46

Esta semana, depois de mais de dois anos de aulas virtuais, minha filha foi à faculdade para conhecer pessoalmente professores e colegas. Para meu deleite pude dar carona para a Laura até a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Às 7h30min estávamos saindo de casa. Fiz até algumas brincadeiras com a guria.

– Tu não vais levar uma maçã para a professora? Puxa vida… Afinal, é sempre bom fazer um agrado no primeiro dia de aula – brinquei.

Ela entrou no espírito e retrucou:

– Pai, tu foi no supermercado ontem mas esqueceu de comprar frutas!

São tempos novos, muito diferentes daqueles conhecidos até mesmo para as novas gerações. A pandemia tomou de assalto nossa rotina. Impôs novidades. Tivemos o home office que no início soava revolucionário. Do tipo “veio para ficar”.

Com o tempo, porém, notou-se que trabalhar de casa era cansativo, as regras não eram claras e muita gente desenvolveu ou agravou manifestações como depressão, mudanças bruscas de humor, bipolaridade e tristeza profunda. Hoje estamos num impasse. Muita gente que se recolheu no início da crise sanitária mundial reluta em voltar ao ambiente de trabalho. Outros estão felizes com a retomada.

Cabe a nós, sempre que possível, nos adaptar
para não sucumbir e seguir adiante. Sempre!

Confesso que me enquadro entre aqueles que adora sair cedo de casa para retornar no final do dia. Gosto de conviver com gente, conhecer novas pessoas, trocar experiências e ideias ao longo do “horário comercial”.

Tenho uma rotina que raramente se altera. São manias que alguns chamam de comportamento compulsivo. Já eu… chamo de organização. Cada um com seus conceitos, não é mesmo? Muitos, como eu, resistem a mudanças, mas não tivemos escolha nestes últimos dois anos.

Apesar de minhas resistências costumo trocar de emprego com frequência. Isto exige adaptações, mudanças de horários e itinerários. No emprego anterior usava apenas táxi-lotações para depois caminhar cerca de 20 minutos até o local de trabalho.

Hoje me desloco de carro, tenho lugar fixo para estacionar e posso administrar meus horários com maior liberdade. É uma nova realidade que tem nuances negativo, como algum estresse com o trânsito, embora chegue muito antes do início do expediente e saio por volta das 17h, fugindo do movimento.

As mudanças no cotidiano são assim mesmo. Às vezes fruto da nossa vontade, noutras impostas pelas circunstâncias da vida. Cabe a nós, sempre que possível, nos adaptar para não sucumbir e seguir adiante. Sempre!

Por daiane