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Diagnóstico do setor turístico deve nortear ações do Comtur

, 17 de junho de 2022 às 8h59

O Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Arroio do Meio elegeu e empossou na semana passada sua nova diretoria. Assumiu a presidência o empresário Joner Frederico Kern, que além de ser empreendedor do ramo imobiliário e turístico, preside o Roteiro Turístico Entre Vales e Arroios. Até então o Comtur era presidido por Vivian Cristina Horst.

Joner entende que o Conselho é muito importante para o turismo no município, pois tem a missão de liderar a tomada de decisões, inclusive sobre o uso de recursos financeiros. Considera que o Comtur precisa estar próximo da comunidade, representada no grupo Conversando Sobre Turismo, e dos empreendedores do segmento, ouvindo e atuando para aprimorar o setor.

Num primeiro momento, o novo presidente está se inteirando das atribuições, mas já tem alguns direcionamentos a seguir. Uma das primeiras ações concretas é um diagnóstico, a fim de conhecer os empreendimentos existentes e seu funcionamento. Avalia que este trabalho vai balizar os passos seguintes, visto que só é possível propor iniciativas se houver conhecimento da realidade.

Joner entende que o turismo não é algo que se faça de forma individual e sim de forma coletiva, em âmbito municipal e regional. Inclusive, defende que é preciso pensar regionalmente em formas de atrair e fazer com que o turista desfrute do que o Vale oferece. No caso de Arroio do Meio, vê o monumento do Cristo Protetor, em Encantado, e o Trem dos Vales como duas grandes oportunidades para o município se destacar. “Precisamos trabalhar, nos unir, para que os passantes também fiquem no município. Temos muito a oferecer”.

Ao avaliar o turismo em Arroio do Meio, Joner destaca que o maior desafio é educacional, pois a população entende que turismo é ir para outro lugar. Os números comprovam a fala do presidente. 90% dos visitantes dos empreendimentos turísticos receptivos são de fora de Arroio do Meio. “As pessoas desconhecem os atrativos do município. É preciso fazer um trabalho amplo, mas que não é tão rápido como se gostaria. É um trabalho de formiguinha, que passa obrigatoriamente pela educação, com encontro nas escolas, com grupos. Precisamos trazer pessoas que têm experiência em turismo receptivo”, afirma, salientando que se a população não conhece os atrativos, além de não prestigiar, também não sabe dar informações para quem vem de fora.

Por daiane