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Interdição da VRS-811 afeta 60% da logística de produção

, 13 de maio de 2022 às 10h10

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) ainda não definiu que tipo de obra de engenharia será adotada na VRS-811 em Travesseiro, na altura do Perau Bleifuss, cuja base sofreu desabamento após as chuvas torrenciais registradas nas últimas semanas. A via segue interditada sem previsão de reabertura.

As rotas alternativas para motoristas que se deslocam entre Arroio do Meio e Travesseiro são as estradas de Cairu Fundos em direção a São Luiz, ou a BR-386. O secretário de Obras de Travesseiro, Sadi Markmann, revela que do ponto de desabamento até a divisa com Arroio do Meio, são cerca de 2,5 km.

A rota por São Luiz é 4 km mais extensa que a normal pela VRS-811, e a BR-386 é 15 km mais longa, considerando que o ponto de saída/chegada é a rótula de acesso de Arroio do Meio. Segundo Markmann, a interrupção da via afeta a prestação de serviços públicos da prefeitura de Travesseiro como um todo, mas os transtornos são ainda maiores na logística de produção integrada. Ele revela que pelo menos 60% dos veículos da carga que prestam serviços para multinacionais e cooperativas utilizam a VRS-811.

Proprietário da Transmar, Marlon Marostega, revela que caminhões com mais de 16 toneladas não conseguem passar pela rota de São Luiz, Capitão

Uma das transportadoras afetadas é a Transmar, de São Caetano, que transporta insumos para aviários nos Vales do Taquari e Rio Pardo. O proprietário, Marlon Marostega, revela que os caminhões da empresa utilizavam a VRS-811 diariamente, especialmente em decorrência de detonações nas obras de duplicação da BR-386, que tornavam a rota por Travesseiro um desvio para Progresso e outros municípios da microrregião.

Entretanto, segundo ele, a estrada por São Luiz não tem estrutura para receber caminhão de maior porte, com mais de 16 toneladas. E, inevitavelmente, a única rota até Travesseiro e municípios sequentes, é a BR-386, cujo caminho é mais distante e está com muitos congestionamentos em decorrência das obras, o que aumenta despesas e diminui rendimento dos serviços.

Em nota, a assessoria de imprensa do Daer revelou que a liberação do tráfego ocorrerá após a recuperação do trecho, iniciada na quarta-feira, dia 11. No local, será executado aterro em rocha, drenos profundos e um bueiro de um metro de diâmetro. Conforme equipe de engenharia, não são necessárias detonações nem gabiões, visto que o aterro de rocha substitui este. A previsão é de que as atividades na rodovia durem cerca de 20 dias, dependendo das condições climáticas.

Por daiane