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Resenha do Solano

A prefeitura não tem dono e ninguém é de ninguém

, 13 de maio de 2022 às 10h10

A ala governista da Câmara de Vereadores de Arroio do Meio ainda tem mais de 29 meses para contra-argumentar comparativos e desconstruir embasamentos, mostrando que A e B são diferentes em outras combinações, variáveis e fórmulas. Lembrando que 2020 foi um ano completamente atípico por causa da pandemia. Nem os ônibus com estudantes circularam direito, entre várias outras situações.

Também é possível buscar informações, que apesar de certos profissionais desempenharem a referência e a liderança em alguns setores, esporadicamente servidores, CCs e até contratações pontuais eram feitas, para melhor empenho em eventuais frentes de trabalho. O que não deixa de ser uma habilidade. Certamente o teto nunca foi tão baixo como é citado teoria.

Levantar esses dados e táticas, de como foi conduzido o cardume de servidores, CCs e terceirizados, num passado recente, não é tarefa da imprensa. Assim como embasar justificativas para aumento de contratações daqui pra frente. O melhor caminho é sensibilizar primeiro a população de que mudanças são necessárias. A oposição sempre vai criticar, mas não vai ir contra ao bem comum.

Até porque em outubro de 2024, os eleitores talvez não vão escolher quem ganhar e sim quem deve perder, porque ninguém é dono da prefeitura. Esse pensamento vai depender muito do vento nas vésperas. Por isso, vejo que quem brilhar no meio político, precisa ter contra-argumentações mais rápidas, ou se submeter à tontura.

Mas vou mais longe e além de prefeituras. Já se foi a era em que os bom gestores meramente precisavam ser eficientes na administração e no controle. Não falo só da gestão de R.H. e sim, principalmente, das emoções. As pessoas são mais – em habilidades e afinidades – que seu diploma, currículo, nível no concurso que passaram. Em primeiro lugar, um líder precisa conhecer seus colegas na intimidade de sua história, cultura, momento em sua vida pessoal e profissional e sonhos para o futuro. Tentar absorver o melhor e potencializar, mesmo que seja por semanas ou dias. O destino é assim.

Em cima dessa volatilidade é possível traçar estratégias de trabalho e realizações. O que mais vem ocorrendo, são pessoas fugindo de iniciativas ‘controladoras’ que não respeitam sua cultura pessoal, individualidades e sonhos. Inclusive concursados abrindo mão de uma suposta estabilidade, para irem ao encontro de sua felicidade, mesmo longe de casa.

Assim como a prefeitura não tem dono, ninguém é dono e muito menos patrimônio de ninguém. A liberdade é inegociável. Quando se tem esse feeling, até fica mais fácil pôr adversários na geladeira.


A PASSIVIDADE E O ORGULHO NACIONAL

Os brasileiros estão vivendo a maior inflação desde o Plano Real em 1994 (páginas 10 e 11). Lembrando que todos os países do mundo sofreram impactos com a pandemia e guerra, mas a inflação daqui é a terceira maior dos países do G-20.

Num passado recente, após a Petrobras, supostamente ter sido saqueada pelos próprios políticos, novos governos criaram mecanismos para recuperar a estatal que passou a ser aberta para acionistas (entre eles políticos e apoiadores), com uma fórmula mais clara de quem vai pagar a conta.

Enquanto isso, a Petrobras conseguiu converter 31,6% de suas receitas em lucros no 1º trimestre de 2022. Segundo dados internacionais, a estatal brasileira é a 2ª mais lucrativa entre grandes petroleiras do mundo. Só perde para a chinesa CNOOC, que registrou 37,7% de lucro sobre receita no período. Contudo, a Petrobras tem o maior lucro do ranking: US$ 8,6 bilhões ou R$ 44,6 bilhões, registrados de janeiro a março. Supera grandes petroleiras, como Shell, Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Equinor e BP.

Na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro criticou margem de lucro da Petrobras que está o dobro das outras petroleiras: “Está gorda e obesa”.

Enquanto isso mais pessoas estão com dificuldades de se alimentar com dignidade.


FRIO, CHIMARRÃO e FÉ

A próxima semana será de frio acima da média na região sul do país com temperaturas entre 9 e 16 graus. Para as pessoas mais exigentes o frio remete culinária chique, bebidas caras e programações mais elaboradas. As pessoas mais simples se contentam em rachar uma lenha, tomar um chimarrão, um traguinho e uma ‘prenda/peão’ de canto. Lembrando a 16ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), recebeu 50 mil visitantes no primeiro fim de semana. O tradicional evento encerra no próximo domingo. Zoeira a parte, é um dos últimos eventos antes do fechamento da janela ‘solteiros/comprometidos’, antes do inverno. Mas os mais antenados sabem que o foco sempre deve ser setembro.

O retorno de eventos gastronômicos e culturais tradicionais em nível estadual anima setores e profissionais que estavam inativos e desacreditados.


MEDIDAS PARA CONTER INFLAÇÃO

Governo anunciou na quarta-feira que vai zerar a alíquota do imposto de importação de sete categorias de produtos alimentícios entre carnes, farinhas, outros produtos de padaria, pastelaria, indústria de biscoitos e milho grão. Muitos consumidores têm relatado que o varejo está se aproveitando desde a greve dos caminhoneiros, para não diminuir preços. Com isso a pesquisa e pedidos por descontos em compras tem sido estratégias para barganhar preços.

Por daiane