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Dia da Mulher

Dia Internacional da Mulher marca luta por igualdades

, 4 de março de 2022 às 9h15

Marceli Rockenbach, 50 anos, moradora de Travesseiro, afirma que o Dia da Mulher é um momento de reflexão. É mais uma oportunidade de analisar as mudanças que ocorreram no decorrer dos anos, como a implantação da Lei Maria da Penha em 2006, que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A partir das reformas da legislação, homens e mulheres são iguais perante a lei, de direitos e deveres, sendo que antigamente os homens trabalhavam e as mulheres só cuidavam da casa e dos filhos. “O Dia da Mulher é todos os dias, porque a mulher trabalha, limpa a casa, cuida dos filhos, faz comida, trabalha igual a um homem e ainda se dedica às tarefas familiares, coisas que antigamente não existiam”.


Para Ivete Henicka, 49 anos, moradora do distrito de Tamanduá, Marques de Souza, o Dia da Mulher é especial para todas as pessoas, o ano todo. Ela diz que, infelizmente, as mulheres são desprovidas da liberdade, principalmente quando têm filhos. Em diversas profissões, antes de contratar para algum emprego ainda ela é questionada se tem filho, dificultando o seu ingresso no mercado de trabalho, pois em algum momento poderá faltar ao trabalho para cuidar dele. Muitas vezes o homem não se preocupa com doenças e outras necessidades da criança. Para Ivete, o Dia da Mulher é momento para pensar na luta que elas enfrentam diariamente pelos seus direitos. “As leis mudaram em favor das mulheres, em direitos, deveres, e contra a violência que antes era comum”.


Elizete Fachini, moradora de Capitão, acredita que o Dia da Mulher é especial para refletir sobre a sua importância. Aconteceu nos Estados Unidos a luta pelos direitos e igualdade para as mulheres. Por volta de 1900 em média 1500 mulheres fizeram uma manifestação em prol de seus direitos. “O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”.


Valéria Silva, 28 anos, moradora de Capitão, analisa o cenário atual sobre os direitos e deveres das mulheres. Para ela, o dia 8 de março é um marco para a luta dos direitos das mulheres, exigindo salário compatível com a função, indiferente de ser homem ou mulher. “Antigamente os homens tinham que trabalhar para sustentar a família, e as mulheres cuidar da casa e dos filhos. Não existiam leis que defendiam o sexo feminino. Hoje, a legislação tornou mais rígidas as regras para quem abusar ou machucar uma mulher”, avalia, salientando que o dia é para refletir e pensar em cada ato envolvido”.


Gabriela Ahne, 20 anos, moradora de Travesseiro, acredita que o dia 8 de março é um marco histórico para mulheres e homens refletirem sobre a importância desse dia, que deve ser comemorado o ano todo. A data é tão importante que é comemorada internacionalmente. “As mensagens de carinho, afeto e votos de sucesso devem ser demonstradas o ano todo, não somente no dia 8 de março. As leis estão sendo cada vez mais rigorosas para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, podendo ser remuneradas com o mesmo valor pelo mesmo serviço. Anos atrás nem se imaginava mulheres na política, principalmente como prefeitas ou presidente da República. Cada partido político tem de ter no mínimo 30% de candidatas mulheres no cargo de vereador”. São reformas na legislação que estão avançando, modernizando e assegurando cada vez mais que as mulheres estejam protegidas contra agressores e abusadores.


Para Vitória Henicka de Souza, 25 anos, moradora de Marques de Souza, o Dia da Mulher representa uma reflexão sobre garra e determinação que fazem parte do perfil de muitas mulheres que muitas vezes precisam ser mães e pais ao mesmo tempo e ainda dar conta do trabalho. “Mulheres que lutam por seus direitos perante a sociedade. Atualmente ainda existe desigualdades e maldade no olhar do próximo. Quando por exemplo um homem sai para beber o comportamento é visto como normal e quando uma mulher sai, há falatórios”.
Ela também destaca que muitas empresas não contratam mulheres que têm filhos pequenos ou que pretendem ter, por acreditar que a funcionária vai faltar seguidamente por conta das crianças. “Com o passar dos anos, as igualdades entre homens e mulheres aumentaram, porém não o suficiente. Por isso as mulheres mantêm a luta por seus direitos. A participação da mulher na política aumentou, e o apoio entre as mulheres é importante para defender seus legados e direitos”, acrescenta.

Por daiane