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Paróquia Santo Antônio completa 65 anos

, 24 de dezembro de 2021 às 9h50

As raízes da fé e da religiosidade da Comunidade de Pouso Novo possuem uma história de mais de 130 anos, a partir da chegada do primeiro morador João de Souza Leite, em 1890. Uma grande evolução foi registrada a partir da colonização, quando vieram os primeiros imigrantes italianos em 1910. A partir daí, muitas coisas começaram a evoluir, incluindo o setor educacional e o religioso que também já completa mais de 100 anos. Foi entre 1918 e 1920 que foram construídas as primeiras capelas, tendo na parte alta a Capela Santo Antônio e, na parte baixa da vila de Pouso Novo, a Capela Nossa Senhora da Pompéia.

Um fato novo aconteceu com a unificação dos dois núcleos religiosos que partiram para construção de uma única igreja, com mais espaço, que teve escolhido Santo Antônio como padroeiro. Em 1937, a vila foi elevada para distrito e, em 1941, com uma religiosidade bastante fervorosa na comunidade, um novo entendimento uniu os dois cemitérios que estavam sendo utilizados. O povo da época queria mais. Registro mostra que, no dia 12 de junho de 1954, um grupo de paroquianos encaminhou pedido na Cúria Metropolitana para elevação da Igreja em Paróquia, solicitação que foi atendida no dia 24 de março de 1955, por ocasião da visita do arcebispo Dom Vicente Scherer à Pouso Novo por ocasião de uma crisma, com a exigência de ter 400 famílias na Sede e nas capelas do distrito. O requisito foi preenchido com 420 famílias e mais a doação de dez mil cruzeiros (moeda da época) para o Seminário Maior, de Viamão.

A missão teve continuidade, sendo estabelecida como meta a construção de uma Casa Canônica, obra executada a partir da chegada do Frei Emiliano, em 22 de junho de 1955. Hospedado na casa de Domingos Bonacina, o religioso rezava missas e coordenava a obra que foi iniciada em agosto, sendo de alvenaria e sem energia elétrica e água encanada. O decreto para criação da Paróquia foi assinado por Dom Vivente, em janeiro de 1956, sendo que em 03 de junho deste ano foram escolhidos como fabriqueiros, João Martini, Maximino Basso, Heitor Parise e Luis Salvi, que tinham como caixeiro o professor Léo Kist. A Casa Canônica teve sua obra concluída no dia 10 de novembro e a inauguração no dia 25, junto com a posse do Frei Dagoberto.

Um novo desafio foi lançado para a construção de um novo templo religioso, projeto que foi iniciado em março de 1963, sendo que no dia 28 de abril foi feito o lançamento da pedra fundamental com a presença de Dom Alberto Etges, primeiro bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul. A inauguração aconteceu no dia 28 de novembro de 1973. A obra só foi possível com grande esforço por parte das famílias da comunidade que faziam doações de trigo e porcos. Crianças plantavam amendoim que era transformado em doces para serem comercializados e alunos da escola participavam com mão-de-obra.

Algumas datas são históricas na paróquia. O primeiro batismo teria acontecido no dia 08 de maio de 1956, quando foi levada para a pia batismal Enadir Catarina, filha de Marcos e Santina Marchioro Pretto. No dia 19 de maio de 1956, aconteceu o primeiro casamento com o casal João Ireno e Catarina Mariani. Em 1956, por ocasião da criação e instalação da Paróquia havia em Pouso Novo 25 famílias. Destas, 20 eram italianas, quatro de alemães e uma portuguesa. Das 25 famílias, 23 eram católicas. Nos dias atuais, a paróquia é composta por 10 capelas distribuídas em Forqueta Alta, Navegantes, Arroio do Leite, Barro Preto, Perau Vermelho, Picada Taquari, Linha Tigre, Santo Antônio da Divisa, Medorema e Picada Castro. O presidente da Comunidade é João Merlo, tendo como vice, Luiz Camilotti; secretário Flávio Riggo e tesoureira, Márcia Bálicco. Como vigário, responde o Frei José Muller.

Capela de Navegantes é a mais antiga da Paróquia

Presidente João Merlo e o vice, Luiz Camilotti (D)

Por daiane