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Jerônimo Goergen vai atuar no Direito do agronegócio

, 7 de outubro de 2021 às 16h20

O anúncio da saída do deputado federal Jerônimo Goergen (PP) em definitivo da política ainda repercute em âmbito regional, estadual e nacional. Em entrevista concedida ao AT na manhã de sábado, o parlamentar detalhou os motivos da decisão.

O progressista deixou claro que sempre afirmou que dois mandatos em cada cargo são o ideal para quem exerce a função política e, principalmente, para a sociedade. A permanência por muitos anos não é boa porque gera uma dependência do mandatário ao cargo que jamais deve parecer o emprego de alguém. “Acabei fazendo um terceiro na Câmara porque não tive espaço na majoritária na eleição passada e imaginava ter na próxima, o que não acontecerá. Então, um quarto mandato seria muita incoerência com relação ao que sempre defendi”, avalia.

O caminho natural agora será a advocacia, na área empresarial e no direito do agronegócio. “Será um novo desafio. Recomeçar na vida privada. Justamente buscar novos desafios foi parte da decisão que tomei. Outros projetos estão sendo construídos, mas só implementados após cumprido o mandato, o que farei até 2023, com a mesma dedicação e honradez de sempre”, explica.

O projeto maior de Goergen na política era chegar um dia ao governo. “Nesta eleição, o senador Luís Carlos Heinze será o nosso candidato, então coloquei meu nome à disposição para o Senado, mas a estratégia do PP será dar a vaga a algum partido aliado. Desta forma, percebi que minha hora de sair havia chegado, e isto com muita tranquilidade, porque não basta eu querer ser, se o partido não vê no meu nome o da sua preferência. Vou continuar falando em política, continuarei integrando o Diretório do Partido em Santo Augusto, do RS e Nacional, mas sem nenhum cargo ou tarefa além desta. Precisarei buscar um novo caminho na iniciativa privada e é um grande desafio”.

Em um breve balanço da trajetória, Goergen avalia que além de obras e recursos, da defesa do agronegócio, o seu trabalho foi de realizar ações que pudessem ter resultado na vida das pessoas. “Deixo a Lei da Liberdade Econômica, o Código de Processo Civil (CPC) e o Documento Eletrônico de Transportes (DT-e) como legados. Acho que fiz tudo o que pude e tenho realmente a sensação do dever cumprido. São 20 anos. Sou contra o Fundo Eleitoral, o debate nacional radicalizado, que não debate os verdadeiros problemas do país. Deixei até de ser secretário de Agricultura para diminuir impostos. O futuro, efetivamente a Deus pertence. Não sei se onde eu estiver na iniciativa privada terei projeção para, em 2026, voltar a concorrer, mas uma coisa e certa: só concorro se for ao Governo do Estado ou ao Senado”.

O deputado reforça que, para ele, foi uma honra imensa representar o RS. “É muito bom olhar para trás e ver um filme desde a minha infância e tudo que juntos vivemos, seja como cidadão ou como político. Procurei honrar cada apoio e cada voto e, aos que em mim votaram, deixo minha gratidão eterna. Aos adversários também agradeço, porque muitas vezes me fizeram trabalhar mais e melhor. Faço apenas um pedido à comunidade: não se deixem iludir por aventureiros. Gente mentindo na política para ganhar votos aparece muito em época de eleição. Muito obrigado. Deus nos abençoe e contem sempre comigo”.

Por daiane