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Eleições 2022

7 de outubro de 2021 às 16h15

As eleições presidenciais no Brasil, no ano que vem serão as mais importantes do mundo. O Brasil é uma nação estratégica, para as grandes potências mundiais (países da Europa, China, Rússia, Estados Unidos entre outros …), para toda a América Latina, pelas riquezas naturais, minérios, suas enormes potencialidades como produtor de alimentos, biodiversidade invejável, alternativas de crescimento. É um país, que luta para manter a democracia, precisa se modernizar, continuar reformas e ter uma classe política comprometida com o país e usar menos o poder para si próprio. O governo Bolsonaro foi eleito de forma inovadora, sem apoio de grandes partidos e instituições, com uma agenda liberal, conservadora nos costumes, visando coibir a corrupção, depois do PT ter governando por 16 anos.

Polarização

Apesar dos esforços que têm sido feitos por vários partidos de esquerda e centro-esquerda, assim como já ocorreu nas eleições de 2018, para emplacar uma candidatura mais ao centro, a polarização política continua. No momento está posicionada entre Lula e Bolsonaro. Nesta polarização “patrocinada” ou “interessante” em grande parte pelos outrora grandes veículos de comunicação ( com sucessivas pesquisas com técnicas duvidosas que dão absoluta vitória de Lula, (???) em 2022, com reduzido número de pesquisados, longe do Brasil real); cobertura mínima sobre as realizações do atual governo, além das estranhas decisões do STF que resolveu enterrar a Lava-Jato, o que ressuscitou e deu fôlego aos corruptos e poderosos; junta-se a este cenário, a pandemia que afeta e afetou as nações do mundo todo, com suas consequências sociais e econômicas que são um enorme desafio para qualquer gestor. Independente das decisões que foram e que estão tomadas em cada país, a conta a ser paga pelas consequências do vírus chinês é alta e terá que ser paga. Não é diferente no Brasil. Esperamos que este preço não seja elevado demais para os trabalhadores e nem seja explorado por políticos de ocasião. É preciso considerar que as ações voltadas para a pandemia foram ditadas pela OMS, mas cada nação, inclusive o Brasil, pôde tomar decisões a partir das orientações sanitárias no enfrentamento à pandemia, mas foram todas parecidas no que se refere à vacinação em massa. No Brasil, o Governo Federal, em decisão do STF praticamente limitou sua ação ao envio de recursos, (vacinas, compra de material para as secretarias da saúde, hospitais, auxílios para ajudar os mais atingidos e vulneráveis). Estados e municípios foram fundamentais no enfrentamento da pandemia, principalmente usando a base do SUS e estruturas hospitalares e seu corpo de profissionais. Muitos cumpriram seu papel de forma honrosa. Outros nem tanto.

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No último dia 2 de outubro, as manifestações e protestos marcados contra o governo Bolsonaro, nas diferentes cidades do país, não renderam as expectativas dos organizadores. Em São Paulo por exemplo, 22 partidos apoiaram os protestos. Partidos políticos, sindicatos, funcionários públicos, simpatizantes e presidenciáveis fizeram manifestações. Mas falta unidade em torno de uma terceira via, que pode ser Ciro Gomes (PDT), ou o candidato do PSDB a ser indicado nas previas de novembro. Fala-se no juiz Sérgio Moro, que foi apontado pelo STF como suspeito na condução da Lava Jato. Como sempre as atenções se voltam a algum puxador de votos e o nome da vez é o Datena. A grande verdade é que faltam líderes, com carisma pessoal, capacidade, abnegação, espírito público e patriótico. Virtudes mais necessárias ainda em tempos de crise. De certa forma, Bolsonaro, que inovou no jeito de fazer política, tem um grande apoio popular espontâneo por este carisma e por inspirar e defender a soberania nacional. Se fala muito que ele é contra as instituições, que é antidemocrático. Não se pode confundir falas e ações. Lembrando que a Câmara dos Deputados e o Senado foram eleitos para votarem as pautas que favorecem o País, sem precisar ser “comprados” , atendidos ou subjugados a interesses pessoais. Democrático é o STF não ser político.

STR preocupado com privatização

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio do Meio está preocupado com a privatização da Corsan. Ainda tenta reverter o que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em agosto último, sob a a alegação de modernização do Estado. O governo já tem plenos poderes para fazer a venda. Mas pouco se sabe como vai ser. Por isto, o debate em torno do assunto proposto pelo STR tem valor. Que haja maiores esclarecimentos.

No dia da aprovação do projeto foi aprovada uma emenda, no sentido de ceder ações da Corsan aos municípios que firmarem o chamado Termo Aditivo de Rerratificação de contrato. Pelo que se apresenta, a água será municipalizada e quem neste caso terá que garantir e investir no cumprimento do chamado marco legal que prevê que até 2033, 99% do tratamento de água e 90% do tratamento de esgoto.

Por daiane