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Dia dos Animais: o voluntariado pela causa e o amor incondicional recebido em troca

, 1 de outubro de 2021 às 9h35

Em 4 de outubro é comemorado o Dia Mundial dos Animais. A data não foi escolhida por acaso, pois é a mesma do nascimento de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, e conhecido por ser o protetor dos animais.

Assim como ele os protegia, hoje muitos grupos se mobilizam em amplas frentes de trabalho para proteger e dar voz aos animais. O trabalho é árduo, mas compensa segundo os protetores, principalmente com a retribuição que cães e gatos resgatados lhes dão, de amor e dedicação incondicional.

Voluntária desde 2011, a aposentada Solange Beneduzi, 73 anos, começou na causa junto com a irmã, Suzana (in memoriam). “Na época, o abrigo era na Bela Vista. Sempre passava por ali e via que eles precisavam de ajuda. Fui para conhecer e acabei me envolvendo na causa, assim como minha irmã”, explica.

Hoje, ela faz voluntariado junto à sede da Associação de Protetores de Animais de Arroio do Meio (Apaam), onde trata os cães com ração e água, faz a limpeza e também dá atenção e carinho para eles. Ajuda de segunda a sexta e, se preciso for, aos fins de semana e feriados. A proximidade e o amor pelos animais, Solange lembra que vêm desde a infância. “Como morávamos em Linha Alegre, Capitão, tínhamos tudo quanto era tipo de animais, também tínhamos os cachorros que eram da casa, todos soltos, era uma alegria de ver”, lembra.

Em sua casa, a voluntária tem sete cães, sendo que um deles pertencia a sua irmã, que adotou após seu falecimento. Ela considera de extrema importância a ajuda dos voluntários, não apenas para a Apaam, mas para todos os grupos em geral, pois há sempre trabalho a fazer. “O trabalho voluntário é bastante importante, mas, claro, o mais importante é que as pessoas se conscientizem e não abandonem os animais. Eles sofrem muito com isso, a gente que convive com eles que vê esse sofrimento, e tem que ter força e coragem para isso”. Para finalizar, Solange faz um convite à comunidade, que conheça o espaço do abrigo da Apaam. “Sempre há o que fazer lá, e não precisa ser um compromisso, pode ir ajudar quando puder. Os bichinhos ficam muito contentes”, acrescenta. Quem tiver interesse a atender ao convite, pode entrar em contato com a entidade pelas suas redes sociais Facebook e Instagram, páginas Apaam Arroio do Meio.

“Não tem felicidade maior para mim, que ver um cão ser adotado”

A cuidadora de idosos, Camila da Rosa Martins, 32 anos, começou a ajudar a causa animal em 2013. Na época, morava ainda em uma pensão e cuidava dos resgatados, principalmente gatos, por terem um porte menor, sendo lar temporário. Aos poucos, conforme mudou-se para sua casa, foi ampliando a maneira de ajudar. Sua prioridade sempre foram os animais que precisavam de cuidados maiores de saúde ou que se recuperavam. “Acabei me apegando com os que são diferentes, muitos eu mesma adotei”, conta.

Ela e o marido, Vanderlei Duarte Martins, têm 14 cães, todos bem-cuidados, vacinados e castrados por meio do programa do CRAS. “Ele é meu braço direito”, enfatiza a cuidadora. Ambos se dedicam tanto aos animais, que estão com seu novo imóvel, em fase de construção, no bairro Medianera, com espaço amplo, fechado, e apropriado para que seus cães tenham qualidade de vida e segurança.

Camila é voluntária do grupo Amor e Proteção Animal, criado em Arroio do Meio em 2019, que com uma ampla rede de contatos, ajuda animais não só da cidade, mas de vários outros municípios. O carro-chefe do grupo é o projeto de construção de casinhas para cães, feitas com material doado e mão de obra dos apenados do Presídio Estadual de Arroio do Meio. “Ajudar os animais é uma alegria muito grande, por mais que você lute, sabe que todo o dia vai ter mais um caso ou outro. Meu marido chega a dizer: nossa, você se estressa muito com isso, mas eu sei que é porque gosta do que faz”, diz, acrescentando: “Não tem felicidade maior para mim, que ver um cão ser adotado e que está em um bom lar. Até hoje não vi um cão que tenha sido devolvido. Nos apegamos tanto a eles, que queremos seu bem. Tanto que, quando há uma folguinha, costumamos visitar os lares e ver como estão”.

A voluntária se dedica muito à arrecadação de materiais para a construção das casinhas de cachorro. No último fim de semana, o projeto atingiu as 400 casinhas feitas. Atualmente, a única renda que o grupo Amor e Proteção Animal está tendo é do brechó (confira na página 04). Quem tiver interesse em ajudar, pode entrar em contato pela página no Facebook @amoreprotecaoanimal.

Camila junto de Piloto (porte grande), que resgatou de uma vala, debilitado e com problemas na coluna e também com a cadelinha Nina

Por daiane

Solange junto de alguns de seus cães, que foram resgatados e hoje têm um lar com amor e saúde