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Saúde

Adolescência masculina e o papel do urologista

, 7 de outubro de 2021 às 15h59

MENINOS CONSULTAM TRÊS VEZES MENOS
QUE MENINAS DURANTE A ADOLESCÊNCIA


Esses dados, do Ministério da Saúde, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Urologia, chamam a atenção. A importância desse contato médico – paciente está nas primeiras orientações e medidas preventivas de saúde, como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e, claro, na identificação precoce de enfermidades da faixa etária como fimose, testículo não descido e falhas no desenvolvimento sexual. Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), foi constatado que 44% dos adolescentes não usaram preservativo na primeira relação sexual e 35% raramente usam. Ainda 38,57% dos meninos disseram não saber nem como colocar o preservativo.

Importante frizar que, recentemente, houve outra publicação sobre a incidência de sífilis no país e o estado do Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar. A faixa etária de 13 a 19 anos é a segunda menos afetada, ficando à frente somente da faixa de 50 anos em diante. Pelo quarto ano consecutivo, a Sociedade Brasileira de Urologia reforça a campanha #VEMPROURO com o intuito de, justamente, trazer o adolescente ao diálogo com os pais e iniciar campanhas vacinais como para o HPV, principal agente causador de câncer de colo uterino na mulher jovem e lesões verrucosas em homens adultos.

A provável causa para a discrepância entre os números está em fatores culturais.

“Criou-se o hábito de ver as mães levando suas filhas ao ginecologista assim que elas menstruam, mas os pais não levam seus meninos ao urologista. Pois é nessa visita ao médico, independentemente da especialidade, onde ocorre a oportunidade de esclarecer o adolescente que está cheio de dúvidas e não sabe a quem perguntar. Caso contrário, comumente acaba procurando o amigo ou até mesmo a internet para se informar, o que não é o ideal”, avaliou Gustavo Fiedler.

Por daiane