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Jornal da Semana
Dia dos Pais

“Ter filhos e não se entregar para isso, é como a vida não valer a pena”

, 6 de agosto de 2021 às 17h10

Ter filhos é uma experiência maravilhosa, que deixa a vida mais doce, mais divertida e enche o lar com toda a alegria de quem está experimentando o mundo, as coisas simples da vida pela primeira vez. Nem sempre o relacionamento entre a mãe e o pai dura para sempre, mas os filhos sempre serão do casal e necessitam desse amor de ambos para crescer e se desenvolver da forma mais saudável possível.

Compartilhar a guarda dos filhos exige dedicação. Para o comunicador da rádio Emoção FM, de Arroio do Meio, Cláudio Almeida, 43 anos, a convivência com as três filhas faz parte do dia a dia. Mesmo após a separação, ele enfatiza a importância de um elo de amizade, respeito e diálogo com a mãe das crianças e frisa que é possível e é dever do pai, acompanhar esse crescimento, estar presente, protagonizando a referência paterna. “Filho é maravilhoso, espetacular. Penso que onde as pessoas mais falham, é quando se separam e descontam isso nos filhos. O meu propósito, hoje, é cuidar das minhas três filhas. Em primeiro lugar sempre virão elas, se eu tiver de dar para as três e ficar sem, ficarei”, declara.

Cláudio é pai de Bruna, 17 anos, Luna Mariah, que completa quatro anos no dia 11 deste mês e de Eloá, de dois anos e três meses. A mais velha passou a morar com o pai recentemente e integra o programa Menor Aprendiz, trabalhando junto à Univates. Luna e Eloá moram com a mãe, a também comunicadora Mayana Souza, e sempre que possível estão junto do pai. “O combinado é para ser a cada 15 dias, mas a gente não tem muito rigor quanto a isso. Nos ajudamos, às vezes surge algum compromisso e nos adaptamos”, explica.

Protetor, divertido e muito amoroso, Cláudio criou em casa toda uma rotina para quando as meninas estão junto. Há os momentos de brincar, dançar, cantar, afinal na vida do comunicador, a música sempre está presente. “Tem música para dormir, música para acordar e uma vai acordando a outra cantando. Se alguém está triste, tem o abraço coletivo, se bateu o dedinho, um beijinho para sarar.”

Mas há também o momento das tarefas e do respeito às regras, tudo sempre com base no diálogo. “Os momentos em que elas estão comigo, somos só nós. Quando tu tens um filho, a casa não é mais tua, é tudo deles, a sala, a televisão”, ressalta Cláudio, brincando com as fases de assistir a filmes infantis e também a canais como o do youtuber Luccas Neto, que são momentos sagrados para as pequenas. “Quanto às regras, elas sabem e respeitam. Uma delas é não poder ultrapassar o tapete da porta de entrada de casa sem autorização. São cuidados com elas, que aprendendo desde pequenas, é mais tranquilo. Quando acordam de manhã, é hora de arrumar o quarto. Elas dobrando a coberta é muito lindo, fica tudo embolado, mas eu não vou desfazer, porque foram elas que fizeram”.

A filha mais velha tem suas regras e tarefas também. “E, agora, infelizmente, tenho um genro”, brinca Cláudio. Para Bruna, ele busca ser sempre um canal aberto de diálogo e ensinar valores importantes como a responsabilidade, principalmente agora que ela tem seu próprio salário. “Ter filhos e não se entregar para isso, é como a vida não valer a pena. Todos os dias tu aprendes a ver a vida de uma ótica diferente com eles. Quando bater uma tristeza, basta lembrar de algo que te deixa alegre. Eu penso nelas muito. Tenho que lembrar que eu sou o exemplo delas e, tudo que puder, tenho de dar para elas, seja sobre educação, respeito e muito mais”, encerra Cláudio, fazendo uma referência ao também comunicador e autor Marcos Piangers: “Tem que participar 100%. Os 50% do tempo que fizer parte da vida delas, para elas tem de ser 100%”.

Cada momento com as filhas é único para o comunicador Cláudio Almeida

Por daiane

Cláudio com as filhas Bruna, 17 anos, Eloá, dois anos e três meses e Luna Mariah, de três. A rotina com o pai é de amorosidade, alegria, mas também de responsabilidade e disciplina