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Moradores do Morro da Ventania apontam irregularidades no novo Plano Diretor

, 16 de abril de 2021 às 10h35

Mais de 60 famílias do Morro da Ventania e imediações estão movendo um abaixo-assinado cobrando ajustes nas delimitações territoriais do novo Plano Diretor de Arroio do Meio. O projeto de 64 páginas foi apresentado pelo Executivo em dezembro do ano passado e aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores.

Um dos líderes da mobilização, o pastor auxiliar da Igreja Evangélica Pentecostal Fonte de Água Viva, João Edson Reis Aires, 33 anos, morador de São Caetano, argumenta que medidas são necessárias para evitar transtornos de ordem logística, referência geográfica em negociações imobiliárias, perdas de contexto histórico e cultural, e erros em check-ins nas redes sociais.

Segundo ele, pelo mapa apresentado no Plano Diretor, o Morro São José estaria invadindo áreas de Arroio Grande, Morro Gaúcho, Bicudo e também os Morros Leão e da Ventania, que nem constam no mapa. Aires explica que pela lógica, o Morro Gaúcho deveria ser o maior da cadeia de montanhas chegando próximo a Arroio Grande, mas no mapa estaria reduzido.

Os moradores também teriam percebido irregularidades na delimitação das outras localidades, como Palmas Baixa invadindo São Caetano. “Para as famílias Bald, Sott, Kotz, Rosenbach, Pochmann, Heller, Petry, Matte e Lohmann é muito claro que o salto do rio Taquari integra a Fazenda São Caetano. E o Morro da Ventania integra esta gleba de terras, que pode ser facilmente identificada no confrontamento de travessões, vias existentes, córregos e linhas imaginárias. Já o Morro São José pertence à Palmas. Só existiam palmitos até o Morro São José. O mapa municipal de 2012 estava mais adequado”, revela.

Aires vai contar com o apoio dos vereadores Nelson Paulo Backes (PDT) e Rodrigo Kreutz (MDB) que devem pautar o assunto na Câmara de Vereadores e encaminhar a reinvindicação ao Executivo.

Famílias cobram empenho da Câmara de Vereadores e do Executivo para ajustar delimitações geográficas, para que não haja prejuízos logísticos e de referência imobiliária e histórica

Por Alan Dick

Pastor auxiliar João Edson Reis Aires lidera mobilização que conta com o apoio de mais de 60 famílias