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Com restrições para trabalhar, saída foi reagendar eventos e se aperfeiçoar

, 30 de abril de 2021 às 10h20

Festas comunitárias, reuniões corporativas, bailes e casamentos. Estes são apenas alguns dos muitos eventos que tiveram de ser cancelados ou adiados por causa da pandemia. O setor é um dos mais prejudicados, visto que, há mais de um ano, não há a possibilidade de se realizar programações com um número maior de pessoas.

A empresária Elisabete Gasparotto, da Casei com Elas, vive dias atípicos desde março do ano passado. Acostumada com vários eventos mensais, especialmente casamentos, viu sua rotina mudar de uma hora para a outra. Os encontros presenciais foram substituídos pelas reuniões virtuais com noivos e clientes. A agenda teve de ser reprogramada, às vezes mais de uma vez. Contudo, apesar do cenário adverso, não se deixou esmorecer e aproveitou a pandemia para se aperfeiçoar e aprender mais.

O último evento que a Casei com Elas realizou antes da pandemia foi uma formatura, em 14 de março de 2020. “A partir deste, o medo se instalou e fomos proibidos de trabalhar para o bem de todos. E assim permanecemos até o atual momento”, lamenta.

Só no ano passado, a empresa teve de adiar em torno de 30 eventos. Apenas um foi cancelado. “Tenho casamentos que estou adiando pela quarta vez e posso dizer que tenho os melhores noivos do mundo, pois apesar de tudo continuam comigo e firmes na vontade e sonho de casar”.

Para 2020, as perspectivas eram muito positivas. Em janeiro a agenda foi iniciada com mais de 30 casamentos com planejamento em andamento. “Essas projeções para o ano de 2020 mostravam a consolidação de um trabalho iniciado há quatro anos. Nos meses de maior demanda, nossa agenda estava fechada. Além disso, via-se em todo nosso segmento um crescimento expressivo e animador. Muito em virtude do cenário econômico que se apresentava. Temos fé que a partir do segundo semestre poderemos retornar com todos os cuidados e protocolos que já estavam sendo impostos e necessários antes da bandeira preta”, projeta.

Com a inesperada mudança, Elisabete teve de fazer adaptações na agenda. “Contei com a empatia de todos nossos clientes, e como trabalhamos com colegas e profissionais de confiança, não tivemos problemas em relação ao remanejo das datas em 2020. Já em 2021 encontramos um pouco mais de dificuldade, pois já havia uma demanda de novos casamentos a serem realizados no primeiro semestre do ano”.

O trabalho incluiu a reorganização de cada evento adiado com todos os fornecedores. Alguns por até quatro vezes, tornando o processo muito mais complexo. Em média são envolvidas mais de 25 empresas para realização de um evento. “Não podemos dizer que é algo simples encontrar uma data em que os clientes se sintam felizes e todos os fornecedores possuam disponibilidade, levando em conta o cenário atual. Porém, nesse momento, como assessora, é importante liderar esse processo lado a lado com os noivos. E foi o que fizemos durante este ano e estamos ainda fazendo”, declara.

Com a exceção dos eventos que puderam ser realizados, Elisabete não alterou muito o trabalho do dia a dia. Como já atuava em home office, este impacto não foi tão significativo. A maior alteração, foram os encontros semanais com noivos e fornecedores, o que agora acontece de forma on-line. “Alguns clientes me solicitaram uma pausa nas contratações pois querem esperar tudo isso passar para voltarmos a planejar o casamento, outros preferiram aproveitar o momento de ficar em casa para agilizar ao máximo todo o processo. Agora é o momento de, junto com os noivos, reorganizar todos os processos com cada um dos fornecedores para garantir que tudo saia como já estava planejado quando tivermos autorização para voltar a realizar”.

Mesmo com tantos desafios, Elisabete garante que desistir nunca lhe passou pela cabeça. Pelo contrário. Focou em tornar-se ainda melhor, numa busca incessante por conhecimento na sua área de assessoria de casamentos. “A gente sempre pode aprender mais, basta querer”. Afirma que a pandemia serviu para grandes reestruturações dentro da empresa e que não vê a hora de fazer um casamento. “Com certeza depois de toda essa espera nossos clientes terão uma entrega ainda maior, com excelência e dinamismo nos processos de planejamento e organização do evento”, pontua.

E, para quem está planejando festejar suas conquistas ou dizer o tão sonhado sim em 2022, Elisabete orienta que está na hora de procurar uma assessoria para organização do evento, além de fornecedores. A demanda reprimida faz com que já haja datas reservadas tanto para o primeiro e o segundo semestre. A tendência é de que os próximos meses, especialmente a partir do segundo semestre, quando a vacinação já terá avançado, o número de eventos tenha crescimento significativo.

Por Alan Dick

Elisabete Gasparotto: tenho casamentos que estou adiando pela quarta vez e posso dizer que tenho os melhores noivos do mundo, pois apesar de tudo, continuam comigo e firmes na vontade e sonho de casar