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Jornal da Semana
Greicy Weschenfelder

Animais de estimação que tanto amamos

, 9 de abril de 2021 às 8h45

Escrevo hoje sobre esses bichinhos que tão bem nos fazem. Geralmente, são cachorros e gatos. Fazem parte da maioria das nossas famílias. Mas essa parte, assim como todo o resto do texto, compreende melhor quem tem um animalzinho. Reforçar, no entanto, que não defendo o exagero e nem o endeusamento dos mesmos. São seres. Mas não pessoas.

Vou desenhando esse texto e, ao meu lado, como se entendesse tudo, está a Pérola, sem pedigree, mas muito linda. Nos alegra, há troca, o tempo todo, de boa de energia. Faz parte das nossas vidas. É bem cuidada, alimentada, tratada e, especialmente, recebe muito carinho. E devolve em dobro. Incentiva nossos olhares mais doces, nossos risos, nossos cuidados. Isso auxiliou muito a meu pai também, pela perda que tivemos. Comprovadamente, animais de estimação são fatores de melhora em casos de depressão, ansiedade e tantas outras doenças.

Além de estudos, livros também nos contam histórias de cães extremamente fiéis a seus donos, a ponto de se perderem e reencontrem o caminho de casa, ficarem deitados a beira do leito quando o seu amigo dono está internado. Quem nunca chorou com o filme: “Marley e eu”? Eu olhei já umas quatro vezes, e todas as vezes me emocionei. Aliás, uma boa dica de leitura também.

Cães e gatos projetam o melhor que temos dentro da gente. Somos eternamente responsáveis por eles e eles por nós. Não falam, mas nos escutam e sentem. E isso nos torna, portanto, seres humanos capazes de sermos amados e de cuidar de outro; ainda mais se perdemos entes queridos ou somos sozinhos na vida.

A parte ruim dos homens é quando se prevalecem e usam crueldades com animas que são abandonados nas ruas. Primeiro, que não se abandona. Mas ninguém tem o direito de judiar de um bichinho.

Há poucos meses, aqui em casa, perdíamos um cachorrinho de porte pequeno, muito encantador. A dor foi terrível e confesso que até me assustei com a avalanche de sentimentos e perguntei a um profissional amigo da área da psiquiatria, e sua resposta foi direta e simples, mas perfeitamente esclarecedora: …”estranho se tivesse sofrido pouco ou quase nada. Quem ama, sofre quando perde.

Se o cachorro é nosso melhor amigo, que esse seu melhor amigo o ajude a fazer coisas muito bacanas, como corridas, caminhadas, passeios e experiências ao ar livre. Falo muito de cães pois é a experiência que tenho, mas dos gatos sei que têm muito a questão da espiritualidade. São ótimos para se ter dentro de casa; energizam com boas vibrações.

São tantas as famílias que têm animais de estimação, que é só olhar ao nosso redor e ver a quantidade de pessoas empreendendo nessa área: clínicas, pet, agropecuárias. Dias desses passei em duas vitrines muito bem decoradas, só com roupinhas para cães e gatos.

A Pérola até jeitos e trejeitos nossos já tem. Quando dorme comigo: o ronco do pai, é claro (risos). Neste momento está latindo pois parou automóvel. Até isso; dão segurança à casa e a nós. Reconhecem nossos carros, nossos cheiros. Se adestrados, então, fazem coisas que nem nossa vã filosofia julga saber. Conseguem salvar vidas!

Já tive Ringo, Cindy, Kizzy, Golias. Todos dei, mas, muito mais, recebi carinho. Vieram ensinar algo, tiveram uma missão. Agora, temos a Pérola que não me acompanhou na finalização dessas linhas pois já está roncando. Pode?! Já era a concentração…

Por Alan Dick