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Jornal da Semana
Dia dos Namorados

Nunca pensei que aos 60 anos eu seria tão feliz!

, 12 de junho de 2020 às 10h25

Glaci Marder, 60 anos, é só sorrisos. Quem a vê percebe sua felicidade de longe. O motivo tem nome, sobrenome e endereço: é o noivo Guinter Schneider, 66 anos, que reside na Cascalheira, Arroio do Meio. Ao falar dele, a cozinheira é só elogios. Hoje o casal apaixonado vai comemorar o segundo Dia dos Namorados junto.

Para quem vê a Glaci sorridente, é até difícil de imaginar que, não faz muito tempo, ela passou por momentos difíceis. O fim do casamento de 34 anos com o pai dos seus três filhos – Juliana, Eduardo e Paula – foi extremamente doloroso. Fez acompanhamento com profissionais de saúde mental por um ano e incontáveis foram as vezes que chorou e precisou de acolhida. Contou com o apoio dos filhos e da direção e colegas da Júlia Calçados, onde trabalha há 10 anos, que lhe deram um suporte que ela nunca vai esquecer e, sem o qual, talvez não tivesse conseguido superar as dificuldades. Mesmo com toda a tempestade que vivia, tinha no trabalho um motivo a mais para seguir e se orgulha de não ter faltado um dia sequer. A maior tristeza era chegar em casa e tudo estar diferente. Por isso, a filha Juliana voltou a morar com ela.

Cansada de chorar, uma noite se deu conta de que a vida poderia lhe fazer sorrir de novo. Lembrou que não muito distante, a quatro quilômetros de sua casa, morava Guinter, que assim como ela estava sozinho, depois de ficar viúvo. Decidiu abrir o coração para um novo amor. Só que ela não contava com uma nova peripécia do destino. Antes que ela pudesse conversar com ele e expor o que sentia, Guinter foi internado no hospital por conta de uma leptospirose. Ficou dias na UTI e Glaci voltou a chorar, pois agora temia pela vida do novo amado.

Pouco tempo depois de sair do hospital, Guinter soube do interesse de Glaci e a procurou. Desde então a vida de ambos está, no mínimo, mais alegre e divertida. “Nunca pensei que aos 60 anos eu seria tão feliz assim. Saímos, passeamos, vamos em bailes. Hoje minha vida é muito diferente, sou muito feliz”, conta, salientando que o noivo é um grande parceiro e tem muitas qualidades. “O Guinter é carinhoso, honesto, muito família, cozinha, lava a louça. É um homem de muito respeito. Sempre dizem que Deus fecha uma porta, mas abre outra, mas no meu caso abriu a casa inteira. As pessoas que me conhecem dizem que dá para perceber minha felicidade estampada na cara”.

Glaci e Guinter: parceria e companheirismo para todas as horas

Por Alan Dick