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Dia mundial do leite

, 5 de junho de 2020 às 9h15

No ano de 2001 a Organização das Nações Unidas para a Agricultura – FAO-ONU, instituiu o Dia Mundial do Leite, na data de primeiro de junho.

A iniciativa da criação da data especial, teve a Europa como berço e o maior objetivo naquele momento era incentivar o consumo de leite e demais produtos lácteos, pelos elevados valores nutricionais, especialmente para as crianças. Na antiguidade já se dizia que “o leite é um alimento muito próximo da perfeição”, por conter propriedades como proteínas, carboidratos e ser uma fonte de cálcio para a nutrição humana.

Evidentemente, além da questão alimentar e nutritiva, o leite representa uma atividade econômica expressiva em muitos países, dentre os quais o Brasil se destaca por ter o segundo maior rebanho leiteiro do mundo. E a produção brasileira de leite figura entre as seis principais atividades agropecuárias do País.

A atividade de produção de leite no Brasil vem passando por sucessivos percalços nos últimos anos. Os produtores não estão satisfeitos com as políticas do setor e em especial os de pequeno e médio porte sentem mais os efeitos da falta de uma maior segurança.

Os últimos três anos representam um verdadeiro desmonte da nossa cadeia do leite, pelo menos no âmbito do Estado, a começar pelo descrédito que as fraudes constatadas e identificadas causaram no meio dos consumidores e pela exclusão de um grande número de produtores, desmotivados e inviabilizados.

Quando os custos de produção são maiores do que o valor obtido pelo agricultor, a atividade se torna desinteressante sob o aspecto econômico.

Se os produtores recebessem hoje os preços praticados no final de 2016, possivelmente não haveria a acentuada crise de sobrevivência.

Nos ressentimos da falta de programas de incentivos de consumo, pois a qualificação da produção está em elevados níveis.

VIETNÃ HABILITA FRIGORÍFICOS

O Vietnã, país asiático, conclui os procedimentos de habilitação de cinco frigoríficos brasileiros – quatro de aves e um de suínos, para a ampliação do intercâmbio comercial de proteína animal.

O mundo, cada vez mais, olha o Brasil como grande fornecedor de alimentos.

NOVA AMEAÇA PARA A ECONOMIA REGIONAL

Em meio aos grandes desafios da prolongada e desastrosa estiagem e a atual pandemia, ressurge outra ameaça para a economia regional, que já foi motivo de dor de cabeça dos municípios, no ano passado.

Técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda e integrantes do corpo técnico da Famurs pautaram novamente as possíveis mudanças nos lançamentos de entrada de animais, nos casos de pintos e leitões para o alojamento nos estabelecimentos dos produtores integrados.

Se emplacar esta reiterada tentativa, os resultados serão péssimos para os municípios, com um peso significativo na apuração de seu Valor Adicionado Fiscal. Em 2019 a Amvat fez uma mobilização e conseguir barrar o intuito do Estado.

O momento é absolutamente impróprio para a proposição de qualquer mudança que venha causar ônus para os entes municipais. O Estado deveria buscar soluções para os muitos problemas existentes e não procurar impor ainda mais dificuldades para as já combalidas atividades econômicas.

As pretendidas mudanças não trariam nenhum aumento na arrecadação do Estado. Criariam tão somente expressivos prejuízos para os municípios que mantêm atividades agropecuárias.

Por Alan Dick