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Vereadores pedem apoio para construção de UTI

, 8 de maio de 2020 às 9h10

Na quarta-feira, dia 6, a Câmara de Vereadores de Arroio do Meio, aprovou três projetos de lei por unanimidade. Dois deles foram abordados em regime de urgência: a abertura de crédito especial de R$ 500 mil visando a implantação da UTI do Hospital São José, lembrando que deste montante, R$ 100 mil são provenientes do Poder Legislativo; e o repasse de R$ 108 mil para assistência social.

O presidente Luis Both (PDT) se disse honrado e destacou a importância da UTI para a comunidade e região. José Elton Lorscheiter, o Pantera (PP), comentou que a montagem da estrutura da UTI tem um valor, mas que o mais caro vem depois, para manter, cerca de R$ 450 mil/mês, que vão requerer um convênio mensal com outros municípios. Roque Haas, o Rocha (PP), sugeriu a busca por mais recursos com outros municípios e Câmaras de Vereadores, deixando os mesmos cientes da necessidade de se manterem parceiros depois do projeto pronto. Rodrigo Kreutz (MDB) disse que todos podem ajudar com depósitos de valores através da conta AM Covid-19. Darci Hergessel (PDT) reforçou que participou da reunião a respeito da UTI realizada no Cras e que ficou claro que os outros municípios serão procurados para uma parceria posterior. Marcelo Schneider (MDB) frisa a importância da colaboração das empresas com a obra, ressalta que muitas vezes está se ajudando instituições de fora, sendo oportuno o momento pela necessidade local. Vanderlei Majolo (PP) preferiu dar crédito para a comissão que foi constituída e que vai trabalhar na estruturação do projeto para que tudo se encaixe.

E o outro projeto tratava da contratação temporária de um veterinário e formar cadastro reserva, essencial para o funcionamento do Sisbi, que estava em análise devido pedido de vistas na sessão anterior.

SOCORRO AO COMÉRCIO – José Elton Lorscheiter (PP) avaliou que o número de casos de covid-19, vem aumentando na região, que é considerada uma das mais críticas do RS. Observa que a maioria dos estabelecimentos comerciais arrecadou menos da metade do normal durante o mês de abril o que vem impactado diretamente na vida das pessoas. Salienta que está havendo redução de jornada de trabalho e salários. Defende socorro do Poder Público, como usar parte da fatia de R$ 3 milhões destinada pelo Governo Federal para o combate à pandemia. Se disse feliz pelos recursos do Legislativo destinados para a saúde e agricultura e cobrou reparo num ponto de luz próximo da área verde na rua da Canela.

ENVOLVIMENTO PELAS CONQUISTAS – Adiles Meyer (MDB) avaliou que é desolador entrar na cidade e ver tudo fechado, mas as medidas de apoio dependem de decretos. Também tocou na questão da seca e que ambas situações provavelmente ficarão pior. Elogiou a condução em torno da construção da UTI e lembrou o envolvimento da comunidade na construção do hospital, há 70 anos, essencial para conquistas. Adiles voltou a falar da confusão no que tange aos endereços dos moradores da zona rural, em especial do distrito de Forqueta e destacou que com a aprovação do projeto sobre a denominação de estradas e ruas em janeiro, cada contribuinte poderá tomar suas providências e regularizar o seu endereço. A vereadora também parabenizou os trabalhadores responsáveis pela construção do município, pela passagem do seu dia, em 1º de maio. Fez um reconhecimento especial aos profissionais da saúde. Ainda elogiou os meios de comunicação do Vale pela condução das notícias em tempo real e com muita credibilidade diante da questão da pandemia, em especial o trabalho da Rádio Independente, contestando críticas de alguns ouvintes. Por último parabenizou a todas as mães pelo seu dia, em 10 de maio.

IMPACTOS NO SETOR PRIMÁRIO – César Kortz (MDB) destacou a obra de acostamento da rua Pedro Artur Schroeder, que interliga a rua Presidente Vargas a Girando Sol, promovendo maior segurança no entorno. Também fez uma reflexão das diferentes opiniões e discussões em torno da pandemia e estiagem, e fez um apelo para que as pessoas que não precisam sair de casa, que fiquem em seus lares. Lamentou a ideia da paralisação das atividades de dois frigoríficos. No seu ponto de vista, essas indústrias envolvem a maior cadeia de trabalho alimentícia da região e o fechamento irá significar uma enorme perda. O legislador sugere outras medidas de segurança para evitar a proliferação do vírus, como: aumentar os turnos e o número de transporte. “O setor primário já sofre com a estiagem, terá o custo por lote encarecido e o peso dos animais acima do padrão exportação. As autoridades precisam pensar bem e estudar outras medidas. Hoje o maior índice de coronavírus está principalmente na entrada e saída das fábricas, não no interior das mesmas”, conclui.

MAIS AJUDA PARA O SETOR PRIMÁRIO – Roque Haas, o Rocha (PP) avalia que um dos maiores problemas do comércio é a saúde financeira da sociedade e não as medidas restritivas. “A agricultura está com contas a pagar e não vai poder ajudar. Vender por vender, sem receber gera outro problema. As pessoas estão comprando só o necessário, pensando em como vai ser o amanhã, sem investir no que não é essencial”. Haas falou da necessidade de ajudas concretas para socorrer o agricultor, afetado pela estiagem e pandemia. Lembrou que a Câmara destinou R$ 100 mil para o combate à estiagem, mas é pouco. Observou que Teutônia irá investir R$ 1 milhão. Que Forquetinha, um município pequeno, investe valor semelhante a Arroio do Meio.

EVOLUÇÃO DO PASSO À FRENTE – Rodrigo Kreutz (MDB) destacou mais uma obra do Programa Passo à Frente concluída no Passo do Corvo, assim como está sendo pensada a de Palmas e Arroio Grande. Se mostra feliz pelo próximo contemplado ser Arroio Grande, com dois quilômetros de asfalto. “Serão, ao todo, quatro quilômetros nesta administração”. Disse esperar que seja possível fazer ainda mais, mesmo com a situação difícil que se vive. Kreutz ainda destacou o acostamento na rua Artur Schroeder. Sobre a seca, disse que os poderes Executivo e Legislativo vêm tomando providências para amenizar situações mais críticas. Contrapondo as críticas de Haas, frisa que há investimentos em várias ações como transporte de milho e ração, cursos e outros. Vê também que os governos Estadual e Federal vêm tomando algumas providências e que os agricultores devem procurar suas agências bancárias. Lamentou o custo elevado de produção na agricultura, o momento difícil do comércio e avaliou que fechar indústrias seria desolador. Kreutz disse não concordar com o fechamento total do comércio e que abrir apenas na sexta-feira, como sugere o governador, para o Dia das Mães, será inconsequente. “O comércio não está expondo as pessoas. Todos estão cuidando”, observa. Sobre a viabilidade da UTI, deixou claro que é preciso ter cinco leitos particulares e cinco do SUS.

AJUDA DOS BEM-SUCEDIDOS – Vanderlei Majolo (PP) cobrou melhorias na iluminação da rua do Wünsch, via alternativa de entrada e saída da cidade. Sobre a UTI considerou que a sociedade local, em época de estiagem e pandemia, está se superando na sua forma de condução, relembrando épocas passadas. “Temos em Arroio do Meio inúmeras pessoas muito bem-sucedidas, o que vem do seu trabalho. Mas agora precisamos dessas pessoas que foram privilegiadas na vida. É hora delas se sensibilizarem e fazer sua contribuição. A UTI será uma ferramenta muito necessária para nossas famílias. Estamos iniciando uma tarefa difícil, mas não impossível”. Sobre a pandemia e estiagem, concorda que os governos precisam investir e criar programas para salvar o comércio, agricultura e as indústrias. Mas observa que o comércio, em qualquer município, é uma consequência dos lucros na agricultura e na indústria. “A principal atenção precisa se dar para a agricultura e indústria”, reforça. Destacou ainda que muitas vezes são abertas lojas concorrente só por verem que o outro está indo bem. “Quando existem muitos recursos todos sobrevivem, mas com uma situação como a de agora, muitos não resistem”.

ANTI-ASFALTO PARA ERS-482 – Pedro Volmir de Freitas Noronha, o Kiko (PDT) pediu uma calçada de passeio para a rua Matias Huppes, no bairro Rui Barbosa. Frisa que no local há bastante trânsito e só tem um lado para usar a calçada. Lembrou que foi o único a votar contra o asfalto para Arroio Grande, tendo em vista ter sugerido para outros locais primeiro. Disse que foi criticado, “mas agradeço por terem me ouvido, fazendo a obra no Passo do Corvo”. Disse não estar contente com as máquinas em Arroio Grande, pois acha que outras localidades mereceriam antes. “Esta é uma via do Estado”.

ECONOMIA ESTAGNADA – Marcelo Schneider (MDB) fez uma reflexão do momento crítico onde em muitos casos os bons pagam pelos ruins. Entendeu que município deve fazer de tudo para manter as portas dos estabelecimentos abertas mesmo que venha decreto de cima, cobrando intervenção do prefeito. A respeito da seca, concordou com o comentário do colega Majolo, pois se a indústria e a agricultura não forem bem, o comércio também não vai. Quanto à seca, disse que com tudo que está passando, a Câmara conseguiu ajudar e com o executivo minimizar a situação. Acrescentou que a única coisa que se vê de efetivo é prorrogação de empréstimos e empréstimos novos por parte do Governo Federal. “O colono é o que está mais cansado de investir sem saber”, assinala. Ainda falou de diversas obras de infraestrutura e enalteceu a organização da construção da UTI. “Será um marco”.

NOVA REALIDADE E MEDIDAS LOCAIS – Helena Matte (MDB) afirmou que, apesar da crise, o legado da UTI vai ficar para a comunidade, ressaltando a importância da união dos setores público e privado para tudo, até para a recuperação econômica. Disse que os municípios carregam uma cruz enorme, com a seca e é notório que as famílias estão em fragilidade cada dia maior. Frisou que o vírus vem assolando a todos. “Vamos ter que nos adequar à nova realidade econômica e social. A vereadora parabenizou a todos os trabalhadores, e especialmente da saúde, que estão quase 24h cuidando bem das pessoas. “Admiro e fico feliz pela segurança em que o município e instituições de saúde tiveram e estão tendo em relação com a pandemia,”, disse. Acrescentou que, “o que mais vai tranquilizar é a UTI”. Ao final a vereadora parabenizou a todas as mães.

MEDO DO DESEMPREGO – Darci Hergessel (PDT) repercutiu decretos onde foram mantidas atividades essenciais, mas se disse preocupado com as lojas, sugerindo a abertura com todos os cuidados necessários e uma campanha para valorizar o comércio local, preocupado com crescimento do desemprego, fazendo um apelo para CDL, Acisam, Legislativo e Executivo. Sobre a agricultura, frisou que a estiagem é uma das maiores da história e que ainda não há previsão de boa chuva. Explicou que os R$ 3 milhões destinados pelo Governo Federal, não são só para a covid-19 e também para perdas com o FPM, ICMS e ISS. A sobra deveria ser destinada para a UTI e demais segmentos. Para encerrar, Hergessel se disse feliz pelo atendimento do pedido do acostamento na rua José Artur Schroeder.

A ESPERA DE UM ACOSTAMENTO – Luis Both (PDT) agradeceu pelo patrolamento atendido na estrada de Picada Arroio do Meio. Sobre a sequência do asfalto na ERS-482, observou que a comunidade de Arroio Grande em pouco vai ser atendida, pois 70% dos usuários, passa por Bela Vista. Sugerindo a sequência da obra do final do trecho da geral Bela Vista/Arroio Grande, já asfaltado. Parabenizou a obra de acostamento da rua Artur Schroeder e cobrou acostamento na VRS-811 de Bela Vista a Rui Barbosa, aguardado há anos. “Vai passar esse governo sem nada ser feito”. Both sugeriu ainda um esforço para trazer alguma empresa para se instalar em Rui Barbosa, para que este deixe de ser um local somente para morar e dormir. “Está parada no tempo e é um grande potencial para desenvolvimento”. O vereador ainda agradeceu pelo asfalto no Passo do Corvo, bem executado pela secretaria de Obras e empresas. Pede à Administração o custo da obra, para uma avaliação econômica do programa Passo à Frente.

Por Alan Dick