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Voleibol: paixão que vem de berço

, 13 de março de 2020 às 14h25

Laura, Vitória, Karin e Verônica. Quatro jovens primas que têm em comum a mesma paixão: o voleibol. Tal entusiasmo vem de berço, suas mães, Miriam, Lovâni e Marli, quando adolescentes, nos anos 80, se destacavam ao participar nos torneios e concentrações de jovens que eram promovidos pelas comunidades do interior de Arroio do Meio. Se ainda hoje as filhas de Lourdes e Wendelino Brod continuam jogando vôlei, as netas vão além das competições locais destacando-se nas quadras, dentro e fora do país.


Laura Brod Caye – 15 anos, nasceu em Porto Alegre e é filha de Miriam Brod e Paulo Caye. Levantadora, canhota, categoria infanto, 1,77 metro de altura, nascida em 10 de outubro de 2004. Ingressou no vôlei de forma competitiva em 2016, categoria mirim no Grêmio Náutico União. Em 2017 foi convocada para o time titular. Sua desenvoltura fez com que permanecesse em quadra durante todos os jogos disputados no decorrer daquele ano. Em 2018, incentivada pela família, participou da peneira para seleção de novas atletas junto à Associação Vale do Taquari de Esportes (Avates) onde a prima Karin jogava. Convocada, no ano 2019, ingressou no educandário passando a residir na “República Avates”. Desde então tem participado como titular em todos os campeonatos, colecionando títulos e medalhas: 1º lugar no Campeonato Estadual, 4º colocação na Taça Paraná, participou em três campeonatos em diferentes cidades da Argentina e RS. No final de 2019 foi convocada junto com outras 79 meninas das categorias Sub 16 de todo o Brasil, para um laboratório de detecção de talentos. Em janeiro deste ano esteve em Saquarema, no Rio de Janeiro, onde ocorreram treinos para avaliar 40 destas meninas que futuramente poderão integrar o time brasileiro que disputará o mundial e sul americano de 2022.


Vitória Bersch, 20 anos, é filha de Lovâni e Nestor Bersch. Começou a jogar nas escolinhas esportivas da Univates, em 2011.

Em 2012 foi chamada para treinar com as equipes do Colégio Martin Luther (CML). No ano seguinte, foi morar no internato e passou a estudar no colégio estrelense. Participou dos Jogos Escolares da Juventude em 2013, 2015 (3º lugar) e 2016. Sagrou-se campeã em 2016, única vez em que o Colégio Martin Luther venceu a competição, disputada com escolas de todo o Brasil. Também foi campeã do Campeonato Estadual, em 2014 e 2016, além de ter ficado em primeiro lugar na Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação (Onase), nos anos 2013 e 2015. Ainda em 2013, ficou em 3º lugar na Taça Paraná, campeonato que reúne os melhores clubes do país. Em 2016, parou de jogar no CML e disputou campeonatos pela equipe Avojoi, de Joinville. Atualmente estuda e reside em Porto Alegre e compete pela equipe da UFRGS, em campeonatos universitários.


Karin Regina Bersch, 16 anos, também é filha de Lovâni Brod Bersch e Nestor Bersch. Nasceu em 10 de janeiro de 2004 e atua pela categoria infanto-juvenil. Iniciou os estudos na escola Dona Rita e já na terceira série do Ensino Fundamental, realizava treinos semanais na escolinha da Univates junto ao ginásio do loteamento Glória, em Bela Vista. Ingressou no Ensino Fundamental na Emef Bela Vista e, a partir do 6º ano, de três a quatro vezes por semana deslocava-se a Estrela para jogar na Avates, onde a irmã Vitória também jogava. Em 2018 recebeu bolsa de estudos e desde então reside na República da Avates. Os treinos são diários, a participação em campeonatos é constante e cada jogo tem um significado especial. No último campeonato estadual, realizado em várias etapas, como capitã viu sua equipe sagrar-se campeã. Sob a orientação do técnico Marco Antônio Espíndola, o grupo tem participado de vários certames: Campeonato Brasileiro Escolar em Natal/Rio Grande do Norte, Brasileiro de Seleções em Saquarema/RJ, Taça Paraná. Contudo, o certamente mais esperado pelas jogadoras é o Festival Internacional Cidade de Estrela, promovido pelo Colégio Martin Luther, onde participam times do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Peru. Segundo Karin, é momento de reencontrar atletas de outros países. Muitas amizades iniciam dentro das quadras.


Verônica Brod Farias, 22 anos, filha de Marli Inês Brod Farias e Antônio Páler Farias, nasceu em Porto Alegre em 22 de março de 1997. Tem 1,84 m de altura e joga na posição meio/oposta.

Estudou no Colégio Santa Cecília, em Porto Alegre e, aos 13 anos, começou a jogar vôlei no Clube Geraldo Santana. Em 2012 sabendo que o time de vôlei do clube iria acabar e tendo conhecimento que o time do CML era o melhor do estado e também o colégio muito bom, decidiu matricular-se. Disputou os mesmos campeonatos que as primas só que em épocas diferentes, além de outros que não recorda.

Sua ida para fora do país ocorreu em 2017 de forma bem inesperada. Conforme Verônica, uma colega que jogava vôlei conhecia uma guria e a mesma estava ajudando-a a ir jogar nos EUA. A colega mandou um vídeo de um jogo e nele Verônica também aparecia jogando. O técnico americano acabou se interessando por ambas e lhes ofereceu bolsa de estudos no College of Central Florida.

Atualmente Verônica estuda na Virginia Commonwealth University em Richmond-VA, e joga pelo time de vôlei da universidade nos Estados Unidos. No final do ano esteve em Arroio do Meio visitando os familiares e prestigiando a formatura em Educação Física da prima Fernanda Bersch, irmã de Karin e Vitória.

Por Alan Dick