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Agricultura

Filantropia da Emater/RS

12 de junho de 2015 às 6h00

Após a comemoração dos 60 anos, fato ocorrido na semana passada, a Emater obteve uma importante conquista na última terça-feira, 9 de junho, quando o Ministério do Desenvolvimento Social lhe concedeu o tão esperado Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, condição também identificada como o reconhecimento do status da Filantropia.

Esse Certificado de Filantropia tem validade para o período de três anos, a partir de março de 2014 até março de 2017. Já passou mais de um ano, restando menos de dois, o que significa, apesar do alívio momentâneo, a persistência de um problema bem sério, considerando-se que a dívida da Empresa, em função de esperadas isenções de contribuições patronais, continuará criando muita apreensão por ser impagável, eis que vem se acumulando ao longo de muitos anos, pois em 1992 houve a primeira revogação do ato de concessão do título de Entidade Beneficente. E desde então existe a permanente incerteza e intranquilidade, afetando toda a equipe de trabalho e direção da entidade.

Mesmo que tenha sido anunciado o mencionado benefício nesta semana, continuará uma mobilização conjunta de entidades ligadas à agricultura familiar, somando-se aí a classe política, deputados estaduais de todos os partidos, pois a Emater é um patrimônio comum, com uma extensa gama de serviços prestados ao longo de seis décadas. Está em questão uma pendência do passado e a incerteza quanto ao seu futuro.

Estima-se que atualmente a Emater, que está presente, com profissionais de seus quadros, em 494 municípios, preste um atendimento com orientações e assistência técnica a pelo menos 250 mil famílias de pequenos agricultores no Rio Grande do Sul.

SITUAÇÃO DO STR REPERCUTE

É indiscutível que um dos assuntos mais evidenciados nas últimas semanas no município, mas especialmente no meio rural, diz respeito à situação do supermercado do STR de Arroio do Meio.

Desde que surgiram boatos sobre dificuldades de sobrevivência do estabelecimento comercial, aconteceram reiteradas negativas de parte dos responsáveis, direção e assessores, deixando desinformados os próprios associados. E muitos desses seguiram confiantes até o último instante, ou seja, até a assembleia que discutiu o destino do patrimônio.

Em diferentes circunstâncias aconteceram manifestações, de parte de vereadores na Câmara, em matérias na imprensa, mas os mais abalados e apreensivos são os associados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, preocupados com a possibilidade de serem envolvidos com o desenrolar dos fatos futuros. Entre o grupo de funcionários também existe a expectativa do que poderá vir a acontecer, principalmente o risco de dispensas, já se tendo conhecimento de alguns casos concretizados.

Tudo indica que a Cooperativa Languiru já assumiu, de fato, o mercado, comentando-se a possibilidade de em breve acontecerem adaptações no prédio, principalmente na sua estruturação interna. E existe também a informação quanto a agregação de um setor de fomento, disponibilizando insumos para os produtores rurais, integrados nas atividades de produção de leite, frangos e quem sabe, em um futuro próximo, também a inclusão da cadeia do suíno.

Embora essa possibilidade seja interessante, ela traz de volta o questionamento sobre a razão do fechamento, ainda no ano passado, do tradicional fomento do STR. Esse foi, ao que se comenta, o primeiro sinal do desmonte de um projeto de uma entidade classista, com uma história de mais de 50 anos.

AGROPECUÁRIA E O PIB GAÚCHO

O processo de retração da economia do Rio Grande do Sul, mais uma vez atesta a importância e o peso do setor da agropecuária. Enquanto as áreas da indústria e dos serviços decresceram consideravelmente nos primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2014, a produção primária manteve um crescimento positivo. As culturas do arroz e da soja continuam sendo atividades que respondem positivamente aos estímulos e apoios concedidos, embora sejam pouco valorizadas.

Por daiane