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Dália prevê atingir capacidade total de produção em 2013

, 7 de abril de 2013 às 10h00

Arroio do Meio – A diretoria da Cosuel/Dália projeta aumentar a produção da indústria de leite em pó, inaugurada em junho de 2012 no município. Com capacidade para produzir 450 mil litros por dia, hoje opera com cerca de 30%, mas a possibilidade é de que, até o segundo semestre, a produção esteja em sua totalidade.

O aumento produtivo será feito de forma gradativa. Entre junho e dezembro de 2012, a média foi de 250 toneladas/mês na planta arroio-meense. Tudo porque estava na fase de ajuste do maquinário. Como os equipamentos são construídos conforme as características de cada fábrica, é necessário um período maior para os testes de produção.

Desde dezembro, a capacidade dobrou. Parte é destinada para o setor público. Conforme o presidente executivo da empresa, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, a Dália entrou na concorrência pública para fornecer o alimento à prefeitura de São Paulo. Mas, a maior parte da produção fica para o setor privado.

Há a possibilidade de habilitar a empresa para a exportação do leite em pó, mas devido à demanda do produto no mercado interno, é algo que dificilmente ocorrerá em curto prazo. O gerente da divisão de produtos lácteos, Antônio Salazar, informa que uma parte do exposto nas gôndolas brasileiras é trazida do Uruguai e da Argentina.

A Dália também presta serviço terceirizado para outras indústrias. Devido a grande produção de leite em pó, empresas como a Piá contrataram os serviços da fábrica arroio-meense.

A visita às instalações da Dália foi solicitada pelo prefeito Sidnei Eckert, e contou com a presença de secretários e quatro vereadores.

Fábrica automatizada

Neste estágio inicial, a empresa conta com 75 funcionários. Eles operam as máquinas que fazem todo o serviço de secagem de leite, beneficiamento e de embalagens. Porém, quando a indústria operar com a sua capacidade total, o número pode aumentar para cem funcionários.

Salazar está entusiasmado com a tecnologia implementada na indústria. Compara a fábrica de Arroio do Meio com a da CCGL, de Cruz Alta. Aquela indústria é uma das mais bem equipadas do país.

Hoje, o trabalho ocorre em dois turnos. Das 24 horas de atividades, 20 são destinadas a produção e as demais para a limpeza.

Haitianos

A mão de obra também é importada pela Dália. Do total de funcionários, 12 são haitianos. Eles moram em um espaço alugado pela empresa, perto da fábrica.

O grupo faz parte dos quase 70 contratados pela empresa ainda no ano passado. Quarenta e dois estão na divisão de produtos suínos, para os setores de abate e desossa. Os demais trabalham na produção agropecuária, para o trabalho nas granjas e fábrica de rações.

Por daiane