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Jornal da Semana
Coluna do Alício

Onde pode estar a felicidade

15 de junho de 2012 às 9h02

Pois no final do ano passado, juntamente com um grupo de amigos residentes no distrito de Tamanduá, em Marques de Souza, no Vale do Taquari, uma localidade típica do interior, resolvemos apostar na iniciativa de organizarmos caminhadas orientadas e contemplativas em nossa comunidade. A ideia surgiu após constatarmos que seguidamente grupos de pessoas da região se deslocavam até nossa comunidade e saíam a caminhar, às vezes sem rumo. Surgia então o projeto Caminhos da Colônia. Até aí, tudo normal, não fosse o resultado da iniciativa que agora chegou a sétima edição e que acabou fazendo-nos repensar e até mudar um pouco o foco do projeto. Pois além do exercício físico, que era a proposta inicial, a contemplação da natureza e o convívio entre pessoas de diferentes municípios, fizeram com que,l além da caminhada, também fosse proporcionado espaço para fotografias dos locais percorridos, a oração antes de partirmos, passeios de carroça, colheita de frutas e o almoço de confraternização, onde pessoas sentam despreocupadamente, trocam ideais diversas e não sentem alguma vontade de que o dia passe rápido.

“Agora temos tempo para contemplarmos esta natureza tão bela que Deus nos deu de presente”, disse um participante. Outro manifestou-se dizendo que a correria do dia a dia dos grandes centros não permite o tempo para o convívio entre a família e amigos. “Falta-nos o abraço, o olho no olho, o carinho. Aqui temos tudo isso, podemos sentar e conversar, rezar, revermos e fazermos novos amigos, num espaço em que sentimos a presença de Deus”.

Um simples passeio de carroça ou charrete faz a alegria dos participantes. Diante das manifestações e dos resultados apresentados, concluímos que, às vezes, a tão sonhada felicidade pode estar num passeio de carroça ou em meio a uma conversa simples entre amigos e desconhecidos. Ou até num simples aperto de mão ou abraços. Deus está presente em nossos caminhos. As pessoas é que gostam de complicar as coisas.

Por daiane