Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 12 de Agosto de 2020

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Jornal da Semana
Economia

Falência pode atingir 30% dos estabelecimentos comerciais

, 24 de julho de 2020 às 8h50

O presidente do PSDB de Arroio do Meio, Adailton Cezar Cé, anunciou o empenho de uma emenda de R$ 200 mil, intermediada pelo deputado federal Lucas Redecker, para custeio ao Hospital São José. Cé revelou que Redecker está mobilizando a bancada gaúcha no Congresso Nacional para envio de recursos específicos para a construção da UTI.

Eleições municipais e propostas de governo

Em âmbito municipal, a sigla pretende consultar os planos de governo das duas chapas que concorrem ao Executivo antes de posicionamentos definitivos de apoio. “A indústria local não pode abrir mão de obras estruturais estratégicas para acompanhar o crescimento do setor que movimenta a economia do município. A Acisam, CIC-VT e Farsul, estão unidas para dar suporte ao ponta pé inicial”, declara.

Pronampe decepcionou

Quanto aos impactos da pandemia na economia local, Cé que também preside a Acisam, observou que o governador age certo em priorizar a saúde em âmbito estadual, mas alerta que o governo federal não está cumprindo com sua parte com o apoio prometido à classe empresarial. “O Pronanpe decepcionou. Os bancos oficiais não tinham o dinheiro disponível, evaporou. Foram raras as situações de empresas atendidas. Nós, enquanto Acisam, tivemos um esforço para credenciar nossos associados. Tudo em vão”, lastima.

Cé avalia que indústria está dando todo suporte à economia, porque é preciso produzir para o consumo básico, mas o comércio está enfraquecido. As falências podem atingir 30% dos estabelecimentos comerciais. “São prejuízos irreparáveis. O empreendimento local que sobreviver sairá mais forte. Mas há muitas redes e lojas de outras cidades de olho nos pontos comerciais, porque sabem que temos uma estrutura de consumo interessante”. Por isso, defende uma ajuda mais expressiva ao comércio local do que, apenas, na divulgação. “É um ano de priorizar negócios, não máquinas ou investimentos estruturais que podem ser adiados”.

Retomada da economia

Cé acredita que apenas a vacina pode dar novas perspectivas para a retomada da economia. Revela que o setor de transporte de passageiros – ônibus e aviação – foi o que mais foi atingindo pela pandemia, tendo queda de 85% na movimentação. “Os 15% não pagam nem a metade da folha de pagamento. Muitos estão contando com o aporte de outras empresas familiares. Todos acabam sofrendo juntos. Se as aulas não retornarem, será um ano perdido”.

Apesar dos desafios, Cé elogia o exemplo de comprometimento solidário da comunidade arroio-meense e regional em superar a crise gerada pela pandemia. Avalia que a indústria tem um bom futuro pela frente com retorno de investimentos feitos nos últimos anos.

Conjuntos habitacionais para vítimas da enchente

O presidente da Acisam defende que, no próximo governo municipal se crie um programa habitacional para dar dignidade às famílias que residem em áreas de risco. “É preciso tirar essas pessoas da miséria, e dar oportunidades de moradia digna, emprego, qualificação e bem-estar social. A prefeitura por meio da Assistência Social precisa adotar medidas urgentes em torno de um cadastro amplo, impedindo o crescimento da classe baixa, além de uma fiscalização emergente para desocupação das áreas de risco”, dimensiona.

Cé defende aquisição de áreas de terras próximas de indústrias e comunidades já formadas (com postos de saúde, escola e estrutura social), para dar início a construção de conjuntos habitacionais. “O mais caro já está pronto. Precisamos valorizar o ser o humano que é essencial para nossa matriz produtiva. O ideal, para construção das moradias, seria contratar profissionais e não empresas. A prefeitura poderia gerenciar o andamento das obras. Neste tipo de edificação, a engenharia não é complexa. Poderia haver um programa de financiamento com prestações populares. Lajeado conseguiu fazer isso. Promove ascensão social”.

Comissão administrativa 

Cé propõe a criação de uma comissão pública para acompanhar a elaboração e execução dos projetos de obras e investimentos públicos, visando mais transparência e menos desperdícios. “As obras precisam ser consumadas de forma rápida. Hoje são demasiadas e lentas, o que abre margem para desperdícios”. Na visão do empresário, a mesma comissão administrativa pode dar celeridade e economia em outras frentes, como na compra de veículos para frota pública.

Por Alan Dick