Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 12 de Agosto de 2020

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Agrovale

A importância dos defensivos agrícolas e situação do mercado mundial

, 24 de julho de 2020 às 9h20

Com o desenvolvimento da agricultura, que passou da monocultura, para a produção em larga escala e comercial, principalmente com a alta demanda de alimentos em virtude do aumento populacional e, ao mesmo tempo, alguns entraves, fizeram com que essa dinâmica moderna de produzir alimentos, necessitasse de mais tecnificação e, sobretudo, o auxílio de defensivos agrícolas.

A população precisa saber que, hoje em dia, as pragas competem com os seres humanos pelos mesmos alimentos. Sem o uso de defensivos, as pragas venceriam essa batalha.

Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que as plantações sem proteção correta podem ter perdas de até 40% na produtividade.

Os agricultores brasileiros, para combater esses males, contam com o apoio dos defensivos agrícolas modernos e eficientes, que estão devidamente analisados e aprovados pelas devidas instituições fiscais. Estes protegem as plantas e grãos armazenados com eficiência e controlam as implacáveis pragas que assolam as mais diferentes culturas.

Se o meio agrícola não contasse com a proteção dos defensivos, três terríveis pragas causariam danos irreparáveis. São elas: ferrugem asiática (soja), lagarta (milho) e bicudo (algodão). Logo os sojicultores precisariam investir R$ 33 bilhões para obter a mesma produtividade e o custo interno da soja subiria 22,9%. Quanto ao milho, o gasto adicional para atingir a mesma produção atingiria R$ 25,3 bilhões e o custo no mercado doméstico seria 13,6% superior. Com o algodão não seria diferente. Seriam necessários investimentos de R$ 2,53 bilhões para chegar na mesma produção e os preços no país aumentariam 5,5%. Juntas, as três culturas causariam impacto de praticamente 1% na inflação oficial.

Com a maior oferta de alimentos, os preços caem. Produzir mais por área, evita a ampliação de área de cultivo, agregando o fator de sustentabilidade ao campo. As pragas são inimigas terríveis, que atacam os cultivos e grãos armazenados, provocando doenças e reduzindo a capacidade de produção. Com essa ação implacável, cai drasticamente a oferta de grãos, fibras e energia para o consumo das pessoas, aumentando seus preços.

Importante destacar que a combinação entre temperatura elevada e umidade, próprias do clima tropical, são ideais para a proliferação das pragas. Em outras palavras, o Brasil é o habitat perfeito para elas. Por outro lado, o clima tropical possibilita ao Brasil, ter em algumas culturas, até três safras por ano. Essa realidade ajuda a explicar o excelente desempenho da nossa agricultura nas últimas décadas, que ajudou o Brasil a deixar de ser importador para ser um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas. Obviamente, cada estado necessita fazer um vazio sanitário, para que quebre o ciclo das pragas, não favorecendo assim a sua multiplicação. Mas, essas sempre conseguem se refugiar em algum ponto estratégico, como junto às plantas daninhas que ficam na cerca, na encosta de um córrego ou onde consigam refúgio.

Um fato que, ao contrário do que vem sendo mal divulgado, é que o Brasil é um dos países que menos usam defensivos por área. Estamos entre os maiores produtores agrícolas do planeta. Outra boa notícia é que os defensivos agrícolas estão ganhando a batalha contra as pragas e plantas daninhas. Por isso, fique à vontade para consumir alimentos agrícolas produzidos no Brasil. Pois, com a ajuda dos produtores, técnicos, insumos, distribuição, agroindústria, logística e varejo, a agricultura está fazendo a sua parte e entregando alimentos de qualidade na mesa da população.

Algumas pessoas podem até se perguntar: “mas foi aplicado ‘veneno’, então tem no alimento que vou consumir?” Não, pois da mesma forma que nos mais diversos produtos, é estudado e avaliado seu efeito residual para poder fazer o consumo do mesmo. Nenhum produto, ou alguma molécula é lançada ao mercado, se a mesma não teve, pelo menos, 10 anos de estudo pela empresa e a certeza comprovada pelos meios fiscalizadores, que realmente não é nocivo à saúde humana.

Outra notícia importante da semana, é que o Brasil já é o maior produtor de soja do planeta, e segundo estudos, consolidará essa posição também na próxima safra.

Por Alan Dick