Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 02 de Julho de 2020

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Vereadores questionam falta de projeto para asfaltamento da rua Dom Pedro II

, 5 de junho de 2020 às 9h15

Quatro projetos de lei foram aprovados por unanimidade na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Arroio do Meio, realizada quarta-feira. Três deles abrem exceção ao Plano Diretor, para regularização de edificações e supressão de vagas públicas de estacionamento, e o outro trata de uma desapropriação amigável para o prolongamento na rua Alagoas no bairro Aimoré.

Na noite também foi aprovado o pedido de informações da bancada de oposição, a respeito de custos, convênios, contrapartidas da população e metragem de pavimentações e asfaltamentos realizados durante o mandato.

DESAFIOS E PREJUÍZOS – Cezar Kortz (MDB) pediu o patrolamento das estradas gerais de Passo do Corvo e Cascalheira. Elogiou as aulas virtuais da rede de ensino municipal que está promovendo a integração das famílias em torno da educação dos filhos. Destacou um desafio promovido nas redes sociais incitando as pessoas para beberem leite direto da fonte, o que segundo ele valoriza o setor primário. Se disse triste com os impactos da pandemia nas atividades frigoríficas e, consequentemente, na produção integrada. Afirmou que já presenciou a morte de frangos nas propriedades, devido a superlotação de aviários e sobrepeso das aves que estariam sendo alojadas por mais de 45 dias, ficando fora do padrão exportação, trazendo prejuízos para a conversão alimentar e lucratividade.

VALORIZAÇÃO DO COMÉRCIO LOCAL – José Elton Lorscheiter (PP) o Pantera, reclamou da demora do Executivo em acudir o comércio. Pediu à comunidade que valorize empresas locais. “O barato se torna caro. É preciso considerar o deslocamento para outras cidades, incidência de impostos e outros transtornos das compras a distância […] Infelizmente algumas rotinas vão ficar para depois da pandemia”, completa. Pantera também estendeu as condolências aos familiares da educadora Carla Padilha que atuou na direção das escolas Tancredo Neves, no bairro Novo Horizonte, e João Beda Körbes.

QUEBRA-MOLAS E ROTAS ALTERNATIVAS – Roque Haas (PP), o Rocha, repercutiu seu requerimento cobrando a instalação de redutores de velocidade em dois pontos da VRS-811. Lembrou das alegações do setor do Planejamento, em torno da inviabilidade de instalações pontuais, dizendo que o momento é oportuno, pois a instalação de outros está programada. “Às vezes as pessoas questionam a localização, mas salvam vidas. Quantas vidas teriam sido salvas nas imediações da KF Motos, teriam instalado os quebra-molas logo quando foram cobrados por esta Casa no passado”.

Rocha se disse orgulhoso de ter sugerido a rota alternativa por baixo da ponte sob o arroio Grande, na ERS-130, interligando de forma segura os dois lados do bairro Dom Pedro II, e beneficiando diversas pessoas que moram na rota. “Prefeitos anteriores alegaram a inviabilidade ambiental. Mas se é viável hoje, poderia ter sido feito antes. É um legado importante que ficará na história, a comunidade vai reconhecer”. Rocha sugeriu a mesma intervenção na ponte sob o arroio do Meio, beneficiando pessoas que usam aquela rota.

O progressista também cobrou melhorias no bueiro situado na propriedade de Dirceu Haas em Canudos, Linha 32. Por fim, lamentou a tendência de desemprego e prejuízos econômicos na agricultura.

RECUPERAÇÃO DE LONGO PRAZO – Rodrigo Kreutz (MDB) repercutiu as sugestões levantadas no Fórum de Entidades para recuperar a economia no pós-pandemia, citando a necessidade de medidas de médio e longo prazo. Disse que levou a sugestão da Casa da rota alternativa por baixo da ponte do arroio Grande, no bairro Dom Pedro II, e na ocasião o prefeito mostrou a preocupação em melhorar a infraestrutura do entorno, para receber o fluxo de veículos. Em um comentário aparte, Marcelo Luís Scheider (MDB), revelou que a mesma intervenção na ponte sob o arroio do Meio, como sugerida por Rocha, é muito mais complexa e não é possível no momento.

Kreutz ainda elogiou a live do Dj Lima e Samuel Hergessell (página 05), e deixou claro a população que os recursos federais vindos durante a pandemia, são para cobrir parte da perda de ICMS e ISSQN, utilizados na saúde, e não têm relação com o número de casos. Já a origem do dinheiro federal, em plena queda de arrecadação, seria a compra e venda de títulos do tesouro nacional. O emedebista cobrou ainda a necessidade de revisão do pacto federativo, sobrando uma distribuição mais justa dos impostos de diversos produtos.

DOM PEDRO II – Darci Hergessel (PDT) revelou que a relação de troca entre o litro de leite e ração, encareceu 35% para o produtor. Além disso, subprodutos de lacticínio não estão sendo consumidos por bares, lanchonetes e restaurantes como anteriormente, e as famílias estão com dificuldades e medo de investimentos.

Em meio a muitas obras importantes no ano eleitoral, Hergessel lamentou a falta de interesse da prefeitura em elaborar um projeto arquitetônico para rua Dom Pedro II, que teve execução do asfaltamento aprovado pela casa em 2015. Revelou que já tinha conseguido a indicação de emendas parlamentares em duas ocasiões, mas foram direcionadas para outras demandas, pelo simples fato de não existir projeto. “Eu não nego as promessas que fiz a comunidade, mas será que só não foram atendidas por que partiram da oposição? E as cerca de 100 famílias dezenas de empresas e prestadores de serviços, além da subestação da RGE? Todos contribuem com impostos. Além disso a via está em localização estratégia entre a ERS-130 e a ERS-482, favorecendo muitas comunidades”, dimensionou.

Para Roque Haas é vergonhoso um município não ter projeto arquitetônico de uma via situada na zona urbana e que tem sua importância logística. “Seria uma das obras mais importantes a serem feitas. A negação é algo grave. Será prioridade no nosso plano de governo”, comentou.

BANCO DE DADOS E ESTACIONAMENTO ROTATIVO – Vanderlei Majolo (PP) cumprimentou aos envolvidos na campanha Pró-UTI do Hospital São José, pessoas e empresas que fizeram doações. Segundo ele, o restabelecimento da rotina social irá demorar, e não será como antes da pandemia. Com a mudança de hábitos muitas empresas deixarão de existir. Pediu que a Casa e gestores públicos tenham calma e firmeza na condução do socorro. “Há muita coisa que ainda não está madura e a solução é complexa, vai muito além do aluguel e capital de giro. Devemos ter mais atenção a quem perde o emprego e ter um banco de dados forte para recolocar as pessoas que vão sobrar de volta ao mercado de trabalho”, defendeu.

Majolo também fez uma análise do estacionamento rotativo e avaliou que a modalidade não atingiu as expectativas, citando falta de vagas e abusos, isso com a leve retomada das atividades. Pantera cobrou uma fiscalização mais enérgica.

A IMPORTÂNCIA DAS ECONOMIAS PESSOAIS – O presidente Luis Both (PDT) cobrou a retomada da limpeza nas estradas do interior, considerando a entrada do período chuvoso e a realização de roçadas. Both se disse preocupado com o futuro pós-pandemia. Sugere as famílias que façam economias pessoais e evitem despesas desnecessárias, pois entende que a situação será mais delicada do que a atual. Segundo ele, a rotina financeira acostumou as pessoas com a recolocação do dinheiro que era gasto. Mas assegurou que o momento vai ensinar muitos a economizar, ter novos hábitos sociais e perspicácia empresarial recessiva.

Por Alan Dick