Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 26 de Outubro de 2020

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Resenha do Solano

Resenha do Solano

, 26 de junho de 2020 às 9h15

Orgulho Cervejeiro – Apreciar uma cerveja gelada é uma tradição milenar, porém, às vezes, incompreendida. É quando o trabalhador mata a sede e se reenergiza, para continuar firme e forte numa rotina árdua e muitas vezes ingrata. O ato é bastante taxado e condenado por pessoas que, às vezes, têm costumes ainda mais estranhos e nocivos, e nem se dão conta.

Numa época e dia (22) de muitas perdas, a Fundação Lemann, anunciou que pretende construir uma fábrica de vacinas contra a covid-19 e doar para o governo federal. O investimento de R$ 158 milhões será feito pelo dono da InBev, Jorge Paulo Lemann, e seus sócios que acompanham testes em Oxford e assim que possível devem iniciar linhas de produção da vacina.

Além de ser item que lidera geração de impostos (= desenvolvimento), o segmento cervejeiro envolve milhões de pessoas na cadeia de produção agrícola e industrial, logística, comércio e entretenimento, seja na macro ou microeconomia.

Na história, a cerveja contribuiu para o surgimento das primeiras civilizações que se uniam para o cultivo de pão e bebida, a escrita (receita e transações comerciais), pirâmides (foram construídas com pagamento em cerveja), fonte aquífera durante outras epidemias (acredita-se que muitas civilizações se salvaram do extermínio por beberem cerveja no lugar de água poluída), refrigeração artificial, purificação da água, pasteurização, escala de pH e bomba hidráulica, entre outros.

Antes desse anúncio, cervejeiros comentavam que a Brahma Duplo Malte foi a melhor coisa que ocorreu durante a pandemia, mas não seria o suficiente para colocar a InBev de volta no páreo contra Brasil Kirin (Heineken/Eisenbach) e artesanais. Não sei. Lemann estimulou o ato de beber cerveja numa causa boa, mesmo que indiretamente, deu ‘moral’ pra quem aprecia a tradição, e indiretamente ajuda a aquecer a economia.

Indústria 4.0? – Futuro do Trabalho: quem não for bom, não terá para onde correr? Eis a questão. Somos cobrados para ter excelência na profissão, família, saúde e social e etc. Num momento a conta não vai fechar. O que mais se vê é profissionais e empresas especializadas em coisas ultrapassadas e falha nos outros quesitos. Analisem o que virou o leite. No RS 60% da produção sobra, sofremos com a importação e os produtores trabalham mais empatando, tendo prejuízos, do que lucra. A esperança por tempos melhores depende de persistência x desistências.

Sem falar em outros exemplos de quem só investe e reinveste, focando em resultados, sem valorizar e cuidar do entrono. O patamar fica tão elevado e desproporcional que não se encaixa mais onde o ‘negócio ou profissional’ está inserido, sem interessados ou capitalizados para dar sequência, porque perde relevância. Uma hora dá prejuízo. Não lembra automóveis e camionetas com motorização 4.0? Uma bomba.

PASSA BEM – A secretária de Administração e Finanças de Travesseiro, Eloise Maria Zanatta, 55 anos, se recupera em comum no Hospital Bruno Born de Lajeado de um princípio de infarto. De acordo com colegas de trabalho, ela não se sentiu bem na noite de segunda-feira, dia 22, e procurou ajuda clínica na manhã seguinte, no Hospital São José de Arroio do Meio, sendo transferida para o HBB, onde passou por cateterismo e internou na UTI. Eloise é professora de formação e se elegeu vereadora duas vezes em 2012 e 2016, e não vai disputar as próximas eleições.

Por Alan Dick