Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 02 de Julho de 2020

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Os benefícios da adubação orgânica

, 26 de junho de 2020 às 9h45

O adubo orgânico é obtido através do processo de compostagem e comumente utilizado para fornecer nutrientes ao solo, contribuindo para o melhor desenvolvimento das plantações, sem aditivos químicos. Além de sustentável, já que é produzido a partir da reciclagem de resíduos orgânicos, este adubo natural é excelente para suprir as deficiências do solo, tornando frutos, vegetais e flores muito mais vistosos.

Crescentemente utilizado na agricultura, este tipo de fertilizante contribui com melhorias significativas nas plantações, aumentando a rentabilidade e minimiza as consequências da aplicação abusiva de substâncias químicas nos plantios. Além disso, o adubo orgânico possibilita o desenvolvimento de micro-organismos benéficos, o que aumenta ainda mais a qualidade das condições do solo. O adubo orgânico é rico em nitrogênio, fósforo e potássio e em macro e micro nutrientes, a exemplo do ferro, boro, cobre, enxofre, cálcio, magnésio e zinco.

Rodolfo e Fernando Lânius, proprietários da Folhito, fundada em 1º de setembro de 1994, com sede em Arroio do Ouro, Estrela, produzem fertilizante orgânico a partir de matérias-primas de origem agroindustrial e agrosilvopastoril. São materiais até então inservíveis que viram adubo orgânico sustentável a exemplo de restos de alimentos, alimentos vencidos ou estragados, óleos e gorduras vegetais, cama de aviário, esterco e até resíduos verdes a exemplo de podas de árvore, restos de galhos, entre outros. São produzidos por ano 80 mil toneladas de fertilizantes. “Todo o organismo vivo e não tóxico pode virar adubo orgânico. O produto contribui para melhorar a condição físico-químico-biológica do solo. Sua composição, fertilidade e disponibilidade de nutrientes em estado solúvel, atuam como agente de descompactação, arejamento e retenção de umidade. O destino a esses materiais inservíveis também é outro ponto positivo”, salientam.

Reposição de nutrientes

Os irmãos salientam que o uso indiscriminado do adubo químico traz malefícios ao solo, matando microrganismos importantes. Já a adubação orgânica reduz os impactos ambientais, sendo uma alternativa ambientalmente correta, segura e definitiva, e ainda contribui para a redução dos passivos ambientais e esgotamento de aterros sanitários o que atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “A adubação orgânica é muito indicada, entre outras culturas, para lavouras utilizadas para a produção de milho para silagem. Pois a máquina retira toda a planta, deixando o solo descoberto sem matéria viva é neste sentido a importância da reposição do produto orgânico. O adubo orgânico é ecológico, econômico e rentável”, salientam.

Sobre adubação orgânica

É indicada para uso como fertilizante e condicionador de solos. A dosagem de aplicação do produto deve seguir recomendação técnica, de acordo com resultados de análise do solo e necessidade específica da cultura. O adubo orgânico é indicado para todos os tipos de cultura.

Composição do adubo orgânico

Nitrogênio: é essencial para a formação das proteínas e substâncias que fazem parte dos tecidos vegetais. As proteínas são indispensáveis para a vida das plantas e dos animais. O nitrogênio faz parte ainda de compostos do metabolismo, como a clorofila e os alcaloides, bem como de muitos hormônios, enzimas e vitaminas.

Fósforo: age na respiração, na produção de energia e na divisão das células. Entra na composição de algumas substâncias de reserva, como os albuminoides e o amido. Dá força e rigidez aos caules dos cereais; facilita a floração; aumenta a frutificação; apressa a maturação; intensifica a resistência das plantas às moléstias; contribui para o desenvolvimento do sistema radicular e para a saúde geral da planta. O fósforo age na colheita, como fator de qualidade e quantidade, isto é, contribui para uma produção maior e melhor.

Potássio: com este nutriente, as plantas elaboram os açúcares e o amido. Ele é indispensável para a formação e o amadurecimento dos frutos. Aumenta a rigidez dos tecidos e a resistência das plantas às pragas e moléstias e também favorece o desenvolvimento do sistema radicular, que deve ser fornecido em uma relação adequada com o nitrogênio para garantir um perfeito equilíbrio entre crescimento, produção e qualidade.

Por Alan Dick