Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 07 de Abril de 2020

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Travesseiro investe R$ 2,6 milhões em mobilidade urbana

, 13 de março de 2020 às 16h15

A prefeitura de Travesseiro está realizando obras de asfaltamento em Picada Felipe Essig, a pavimentação de ruas no Centro e o recapeamento da Avenida 10 de Novembro, o que vai melhorar a qualidade de vida dos travesseirenses. A tendência é de que algumas das inaugurações ocorram no fim do mês de março, ainda durante os festejos de aniversário.

Em Picada Felipe Essig, o asfalto de quase dois quilômetros, irá custar aproximadamente R$ 1,9 milhão. No centro, está em fase final de pavimentação a rua Fridhold Majolo, que recebeu 3.438 metros quadrados de Pav S, num investimento de R$ 222 mil. Em fase inicial de pavimentação está a rua Esperança, que receberá investimentos de R$ 229 mil, para 3.354 metros quadrados de Pav S. Também será iniciado nos próximos meses o recapeamento de 4,8 mil metros quadrados da Avenida 10 de Novembro.

O prefeito Genésio Roque Hofstetter, o Neco, vai voltar a propor à Câmara de Vereadores, a contratação de um financiamento, de R$ 2 milhões para a conclusão do asfaltamento de Picada Felipe Essig até a divisa com Três Saltos Baixo, parte de Cairu Fundos e dar início a execução do caminhódromo que interligará o Centro até a divisa com Marques de Souza. “A economia gerada com menor manutenção destas vias é superior a taxa de juros do financiamento, sem citar os benefícios na qualidade de vida, valorização da autoestima e patrimonial do município. Sempre houve um entendimento pela busca de financiamentos. Neste governo, inclusive, foram pagas prestações de contratos firmados em governos anteriores”, pontua.

Além da mobilidade urbana, o município investiu R$ 104 mil na reforma do Posto de Saúde, R$ 300 mil na construção do Ginásio de Barra do Fão, que contará com 726 m² de estrutura, R$ 156,8 mil na troca do assoalho do ginásio de linha São João. Parte das obras anteriormente citadas receberam investimentos de emendas parlamentares.

Neco frisa que a decisão pelo asfaltamento depende apenas dos vereadores. Contudo, reforça que no decorrer do mandato um dos focos da Administração foram terraplanagens feitas em 16 empreendimentos na agricultura, que totalizaram mais 2,8 mil horas máquina e R$ 567 mil em repasses. A contrapartida de investimentos dos produtores foi de R$ 10 milhões. “Com os serviços próprios e terceirizados de horas máquinas, poderíamos ter feito mais um ou dois quilômetros de asfalto, mas optamos por incentivar a sucessão familiar. Os próximos gestores terão um incremento de 30% no orçamento”, revela.

Outro destaque tem sido a atração de novas empresas – Marquezense, Metalúrgica Ferro Forte, Atelier Ivete Feil, Madeireira GBD, Serraria Stefani, Serraria Southier, Esquadrias Bruxel, Metalúrgica Bruxel e Padaria São Miguel – e valorização das já instaladas, como as indústrias de Calçados Bottero, Cordeiro e Biscoitos Ruschell. Foram gerados aproximadamente 110 novos postos de trabalho, sendo que falta mão de obra. A maioria das vagas são ocupadas por pessoas de fora, que podem vir a residir no município que tem espaço para expansão residencial, e serviços públicos de qualidade, na educação e saúde, e boa infraestrutura.

Já o repasse do imóvel da massa falida da agroindústria Rancho Bello para uma outra empresa interessada, depende de um entendimento dos antigos proprietários. O município é proprietário da área, mas não dos bens investidos no local.

INTRANSIGÊNCIA COM O LEGISLATIVO

Hofstetter lamenta a intransigência do poder Legislativo, que no decorrer do mandato gerou um desgaste muito grande na rotina de um município pequeno onde todos se conhecem. A baixaria na política desmotiva Neco a concorrer à reeleição. “Sou da época em que a diplomacia e transparência, era somada aos diálogos propositivos”, explica.

Hofstetter revela que propôs um projeto de reforma tributária, que além da revisão da planta de valores, para base do cálculo do IPTU e ITR, que valorizaria o valor venal do município, previa o aumento da contribuição de melhoria, que está em 5%. Valor muito inferior ao de outros municípios que, constantemente, são elogiados por realizarem asfaltamento no interior, porém, a contribuição de melhoria é de 40%, 70% e até de 100% dependendo da situação.

Já a redução dos salários dos agentes políticos pela metade, foi considerada muito precipitada e eleitoreira, pois teria prazo até outubro e poderia ter sido melhor debatida. Afirmou que não vai criar dificuldades para os vereadores e não irá vetar o projeto. Mas orienta aos edis que também diminuam as despesas da Câmara de Vereadores, com assessores e outros gastos, pela metade, o que inclusive deveria ter sido feito antes da proposta.

Sua principal preocupação é com a dificuldade de se encontrar secretários com o perfil técnico e que entendam dos trâmites administrativos internos e relações institucionais com o Estado, Brasília e outros órgãos, por um salário inferior ao praticado no mercado de trabalho. “Que professora vai querer ser secretária da Educação para ganhar menos que na sala de aula”, questionou.

Neco também defende abertamente, uma diminuição do quadro de servidores para o futuro, com mais terceirizações e a manutenção de uma estrutura mínima em cada setor. Cita situações pontuais, como serviços de máquinas e transporte de passageiros, que não só elevam a depreciação dos bens patrimoniais, mas tem um alto custo da mão de obra, combustíveis e manutenção preventiva e reparativa, que não é interessante para o município. Paralelamente qualifica a flexibilidade e versatilidade da iniciativa privada para suprir determinadas demandas. E avalia que algumas rotinas e condutas do corporativismo público, encarecem demais o custo da máquina pública e punem indiretamente toda a sociedade.

Apesar dos impasses, Neco revela que seu plano de governo está sendo cumprido quase em 100%. Avalia que a construção de um Novo Centro Administrativo precisa ser pensada, para um atendimento mais qualificado, direcionado, eficiente e economia dos gastos públicos. “Hoje pagamos aluguel de salas para agricultura, assistência social e conselho tutelar”, dimensiona.

Por fim, disse acreditar que o Brasil está tomando rumo certo e que a economia vai alavancar a geração de empregos e, consequentemente, a renda e desenvolvimento social.

No centro, está em fase final de pavimentação a rua Fridhold Majolo

Em Picada Felipe Essig, o asfalto irá custar, aproximadamente, R$1,9 milhão

 

Por Alan Dick