Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 08 de Julho de 2020

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Chuvas para estancar as perdas

20 de março de 2020 às 10h30

As chuvas registradas nesta semana, especialmente na quarta-feira, se não foram em volumes esperados, possivelmente serviram para amenizar ou frear o processo de perdas ocorridas nas principais culturas de verão, casos de lavouras de milho e de soja.
Na contabilização de perdas nas lavouras de milho, em nossa região, não é de fácil estimativa. Pois a maior parte do plantio é destinada à transformação em silagem, para a alimentação animal. Não chega a ser expressivo o cultivo de grãos.
Em termos de silagens, a diminuição da qualidade é fato consumado. O volume colhido pode ser tido como razoável, mas o seu conteúdo, potencial de nutrição, fica muito aquém do necessário e do desejado.
Relativamente à soja, os resultados das lavouras colhidas na região do Vale do Taquari são bastante frustrantes. Levantamentos feitos indicam uma quebra que pode ficar próxima a 40%, comparando os resultados obtidos com safras anteriores.
O Estado deve confirmar perdas com a frustração da cultura da soja que superam, em valores, a casa dos R$ 8 bilhões. É um recurso altamente expressivo que deixará de circular nas contas dos produtores, não trará dividendos para a economia gaúcha que muito espera e precisa da produção primária. Os municípios sofrerão duplamente com essa situação, primeiramente na repercussão da falta do giro de um dinheiro que sempre acontece na hora da comercialização e, em segundo plano, na soma do Valor Adicionado Fiscal, que conta na apuração do índice de retorno do ICMS, com reflexos daqui a três anos.
Todavia, no universo brasileiro, ou seja, na safra dos demais Estados produtores, o país deverá registrar uma safra recorde de soja, podendo atingir 120,6 milhões de toneladas, superando a safra norte-americana que foi de 97,84 milhões de toneladas em 2019.
E somando toda a produção de grãos, no Brasil, o total projetado é de um crescimento de em torno de 3% em relação às colheitas de 2019.

Gestoras rurais

A título de informação e de um registro relevante, temos um dado levantado pelo Censo Agropecuário do IBGE, em 2017. Em um total de 5,07 milhões de propriedades rurais brasileiras, 947 mil são gerenciadas por mulheres, na condição de empresárias rurais.
Observe-se que esse total de mulheres empreendedoras estaria distribuído, regionalmente, da seguinte forma: 57% no nordeste; 14% no sudeste; 12% no norte; 11% no sul e 6% no centro-oeste.
O fato surpreende positivamente, considerando que na nossa história sempre se destacava a figura masculina como sendo a referência em termos de proprietários rurais. O que se pode questionar é o elevado percentual na região do Nordeste.

EXPOAGRO AFUBRA

O cancelamento da Expoagro Afubra deste ano, que seria realizada no período de 18 a 21 de março, foi lamentado pela entidade promotora, mas perfeitamente compreendida pela opinião pública. Os preparativos sugeriam um grande evento, com diversificadas lavouras demonstrativas. Fica para o próximo ano.

Por daiane