Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 20 de Setembro de 2020

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Jornal da Semana
Economia

Coronavírus ameaça economia mundial

, 7 de fevereiro de 2020 às 9h55

O surto do coronavírus, que até ontem pela manhã tinha registrado 563 mortos na China, já derrubou as principais bolsas de valores ao redor mundo. A China tem o segundo maior PIB do planeta – 16% – e uma desaceleração em sua economia acaba afetando o mundo inteiro, com efeitos sobre os países que dependem muito das exportações para o país asiático, como o Brasil.

Conforme especialistas, as barreiras sanitárias que restringem a circulação de pessoas também afetam a logística de mercadorias e, consequentemente, a economia. O Banco Mundial estima uma queda da economia chinesa em 1% em 2020 e a Organização Mundial do Comércio deverá ter em mãos nos próximos meses os prejuízos na economia global.

Também já existe um temor em relação ao impacto do surto nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, e outras competições e eventos sediados próximos a China.

O secretário municipal da Fazenda de Arroio do Meio, Márcio Zimmer, especialista em comércio exterior, explica que, se por um lado afeta o ganho das empresas e a atividade econômica, por outro a queda dos preços de commodities pode baratear alguns produtos. Um exemplo: se o recuo das cotações do petróleo persistir, combustíveis podem ficar mais baratos no Brasil. Para isso, no entanto, a queda do real em relação ao dólar não pode ser tão forte, pois a alta da moeda norte-americana atua na outra direção, inflando o preço de bens negociados no mercado internacional. Por isso até as projeções para a Selic – a taxa básica de juros da economia brasileira – foram revistas.

Zimmer complementa que é difícil projetar como o surto pode afetar a economia daqui para a frente, em especial a longo prazo. “Não existe uma regra para como o mercado reagirá às epidemias e o motivo é simples: existem outras diversas variáveis que certamente afetarão o mercado no curto prazo”.

Turismo e companhias aéreas talvez sejam os setores mais diretamente afetados. A recomendação na China, é ir de casa direto para o trabalho e do trabalho direto para casa. O que tem repercussão sobre varejo e outras coisas que demandam circulação das pessoas. Com menos pessoas viajando, menos aviões e redução na demanda de combustível. “Podemos começar a ver, de repente, um efeito cascata em outros setores que fornecem para os setores diretamente afetados”.

Na concepção de Zimmer, restrições às viagens são um problema para qualquer negócio que precisa mover bens ou pessoas. Se a cadeia de suplementos da indústria será afetada, parte das entregas será barrada e outra ficará mais cara. Também haverá redução de gastos com entretenimento e viagens internacionais, por vontade própria e para evitar risco de exposição à doença.

Porém, o secretário observa que, apesar do pessimismo, em âmbito municipal no momento, não há ruptura de contrato de fornecimento de importadores. As medidas na China são para evitar que o processo de contaminação se alastre. A consequência, ao limitar fluxo de pessoas, estender o feriado, acaba tendo um impacto econômico imediato por lá. Mas isso é para evitar um dano muito maior lá na frente, que ocorreria ao deixar as pessoas circularem livremente e o vírus se propagar.

Com isso, as empresas daqui que exportam para a China terão um mercado menor para exportar, e essas empresas tendem a não crescer. Se as empresas não crescem, não geram renda, emprego.

Apesar de impactar nas commodities metálicas e de proteínas, a queda das cotações do petróleo pode se refletir em combustível mais barato para o consumidor brasileiro. Há alguns negócios que crescem nesta época, como farmacêuticas, fabricantes de máscaras cirúrgicas e luvas para proteção. O que está imediatamente disponível são remédios para alívio dos sintomas, como analgésicos e antitérmicos. E no longo prazo pode haver uma oportunidade mais lucrativa no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. Também ganhos na indústria farmacêutica e de equipamentos médicos.

Balança comercial

Superávit da balança comercial de Arroio do Meio
(jan-nov 2019) – U$S20,33 milhões
Participação nas Exportações do RS – 0,2%
Ranking no RS – 52º lugar
Ranking de Exportações – Brasil – 602º lugar
Quantidade de Exportadores: 15
Fonte: MDIC

Empresas de Arroio do Meio exportadoras

Agromelca Máquinas Agrícolas do Brasil Ltda
Bauhaus Estofados Personalizados Ltda
Bremil S/A Industria de Produtos Alimentícios
Centralsul Industria e Comercio de Produtos Químicos Ltda
Companhia Minuano de Alimentos
Curtume Aimoré S/A
Harvesting do Brasil Ltda
Indústria Comércio Produtos de Limpeza Girando Sol Ltda
Julia Industria de Calcados Ltda
Kananda Indústria de Produtos Alimentícios Ltda
Neugebauer Alimentos S/A
Nexpa Exportação e Importação Ltda
Pacific Leather Importação e Exportação Ltda
Serraff – Indústria de Trocadores de Calor Ltda

Por Alan Dick