Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 20 de Setembro de 2020

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Política

Partidos já estão mobilizados para as eleições

, 24 de janeiro de 2020 às 9h13

O prazo para as convenções que oficializam as candidaturas é só no segundo semestre, de 20 de julho a 5 de agosto, mas os partidos já estão alinhavando alianças e preparando nomes para a disputa das eleições. Em Arroio do Meio, Capitão, Marques de Souza, Pouso Novo e Travesseiro, a maioria das siglas já está se mobilizando. Algumas já possuem coligações acertadas e trabalham em cima de nomes para compor as chapas majoritária e proporcional. Outras ainda estão observando o cenário, deixando as definições para os próximos meses.

Confira como os partidos estão se movimentando para as eleições de outubro:

Arroio do Meio

Republicanos – O presidente Alex Sandro Theves diz que ainda não há qualquer definição. As decisões devem ser tomadas mais à frente.

PTB – A presidente Grasiela Steil Closs afirma que a sigla está pré-acordada a continuar na coligação da atual administração – MDB/PT/DEM. Diz que o partido terá uma boa nominata para a Câmara e que algumas decisões ainda serão tomadas. O PTB tem 175 filiados.

DEM – O presidente Sérgio Cardoso informa que a sigla continuará coligada com MDB/PT/PTB e que, a princípio, não terá nominata à vereança, posição que pode mudar no decorrer do processo eleitoral. Cardoso acredita que a nova legislação, com os partidos concorrendo ao Legislativo de forma independente complica a eleição de candidatos de partidos menores.

MDB – A vereadora Adiles Meyer, que preside o partido, diz que o MDB está mobilizado e vem se articulando para as eleições de outubro. Já está acertada a continuidade da coligação com o DEM/PTB/PT. Embora ainda não haja definição de nomes, o que deve ocorrer nos próximos meses, Adiles afirma que o curso natural aponta para a busca da reeleição do prefeito Klaus Schnack. A presidente observa que o partido está unido, prepara uma boa nominata para o Legislativo e sabe do bom trabalho que a Administração vem fazendo em prol da comunidade arroio-meense.

PT – A presidente Carla Schroeder informa que a sigla vem organizando encontros e discutindo temas importantes voltados à democracia, as mulheres, à participação da sociedade na gestão pública, bem como, os impactos do processo político atual. O partido tem a preocupação de estar próximo à população, trazendo para discussão temas importantes que interferem na vida das pessoas. Com relação às eleições, o PT está trabalhando novas filiações, preparando candidaturas e abrindo oportunidades para novas lideranças na busca da representação no Legislativo. Quanto à coligação, a presidente entende que o caminho natural é a reeleição da majoritária, destacando a importância do projeto que vem dando certo.

PDT – O vereador e presidente do PDT, Darci Hergessel, confirma que a aliança formada em 2016 com o PP terá continuidade em 2020. O PDT será vice na chapa encabeçada pelo Progressistas. Os nomes que devem ser indicados para a disputa da majoritária ainda não foram definidos. A composição também está aberta para conversar com outras siglas.

Darci declara que os partidos estão organizados, com reuniões semanais e preparam um plano de governo audacioso. “O PDT está muito unido, focado e mobilizado para ganhar a eleição”. O presidente está convicto de que o PDT irá eleger dois vereadores.

Quanto aos recursos do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral, observa que a sigla, em âmbito municipal, não recebeu e nem tem esperança receber estes valores. Salienta que o objetivo é fazer uma campanha sem muito dinheiro.

PP – O presidente Milton Reckziegel destaca que o partido está bem organizado e em total sintonia com o PDT. As duas siglas estão se reunindo semanalmente e, até março, devem definir os nomes que irão compor a chapa majoritária, encabeçada pelo PP. Segundo Milton, os nomes do ex-prefeito Danilo Bruxel e do ex-vereador Gustavo Kasper são os mais cotados para liderarem a chapa. A indicação do vice é do PDT. “O PP vai respeitar a indicação do PDT. Estamos bem afinados”, destaca, salientando que ainda há possibilidade de agregar outras siglas ao projeto.

Na eleição para o Legislativo, Milton está convicto de que o partido irá fazer uma cadeira a mais, somando quatro vereadores. Acredita que a mudança na eleição proporcional é benéfica, pois diminui o número de partidos e as negociações, melhorando a política como um todo.


Marques de Souza

MDB – O presidente Carlos Cesar Marques de Castro declara que a única definição, até o momento, é de que o partido terá candidato à majoritária e à proporcional. Quanto à uma possível coligação, argumenta que é cedo, mas que a sigla está aberta para conversar. Não descarta a possiblidade de repetir a coligação de 2016, com o PP. Sobre o fim da coligação na eleição proporcional, acha a medida válida e lembra que, na eleição anterior, o partido já concorreu de forma independente, elegendo um vereador.

PP – O presidente Ricardo Kich observa que o diretório do partido passou por mudanças, com uma ampla renovação. No final deste mês, o grupo deve se reunir para falar sobre eleições e, a partir de então, trabalhar em cima de candidaturas.

PDT – O vereador e presidente do partido, Roberto Giovanella, afirma que não há nada definido por enquanto. O partido faz parte da atual gestão e deve se reunir em breve para falar sobre o processo eleitoral deste ano. Quanto à mudança na eleição proporcional, Giovanella, acredita que será uma experiência nova, que traz um aspecto diferente para a eleição deste ano.

PT – O presidente e vice-prefeito Lucas Stoll, afirma que o grupo está trabalhando internamente, sem maiores definições até o momento. Sinaliza que a tendência natural é a busca pela reeleição da dobradinha que forma com Edmilson Dörr. O PT também prepara nominata para a disputa no Legislativo e Lucas acredita que a alteração na legislação torne mais difícil a eleição de vereadores de alguns partidos, especialmente nos municípios menores.

PTB – O presidente Paulo Eurico Messias da Silva pondera que ainda é cedo para falar em nomes, mas indica que o processo natural é a busca da reeleição do prefeito Edmilson Dörr e o vice Lucas Stoll. No entanto, observa que o quadro será definido mais adiante.

Republicanos – O presidente Lairton Heineck revela que o partido, que fará sua estreia nas eleições em Marques de Souza, está dialogando com outras siglas para unificar as lideranças em torno de um projeto em comum. “Estamos trabalhando para colocar uma nominata completa para a eleição proporcional e teremos candidatura para a majoritária”, aponta. Caso as tratativas com outros partidos não evoluam, o Republicanos deverá ter chapa pura. Em relação ao fim das coligações proporcionais, Lairton observa que será um momento para as lideranças se unirem pela convergência de ideias e não de interesse pessoal.


Capitão

PT – O presidente Laerson Hendges relata que o grupo vem conversando, mas sem definições por enquanto.

PP – O presidente Alex Henrique Pederiva confirma que a coligação com o PDT, que existe desde a primeira eleição em Capitão, segue firme para 2020. O Progressistas deve indicar o vice e o PDT o cabeça de chapa. Nos próximos dias as duas siglas devem se reunir para avançar nas tratativas. Alex diz que o PP pretende ampliar o número de cadeiras na Câmara e que o fim da coligação para a proporcional não deve afetar a eleição.

PDT – O presidente Cesar Beneduzzi relata que o partido teve várias filiações e hoje se aproxima dos 220 filiados. A coligação com o PP, que vem desde a primeira eleição, terá continuidade e, em breve, os partidos devem se reunir para definições. Ainda não há decisão quanto aos nomes para a chapa majoritária. O ex-prefeito diz que a pressão por sua pré-candidatura é grande, mas ainda está avaliando.

PSDB – O atual vice-prefeito e presidente do PSDB, Daniel Hunhoff, afirma que a coligação com o MDB terá continuidade. O acordo feito na eleição anterior também será respeitado e o PSDB indicará o nome para cabeça de chapa e o MDB para vice. Assim, nem Daniel nem o prefeito Paulo César Scheidt devem disputar a eleição. A definição dos pré-candidatos deve sair nos próximos meses. Para a proporcional, Hunhoff diz que o PSDB terá candidatos e entende que o fim da coligação tornará a eleição de vereadores mais difícil para alguns partidos.

MDB – A continuidade da coligação e do acordo político, é reiterada pelo presidente do MDB, Márcio da Costa. A definição dos nomes para compor a chapa majoritária deverá ocorrer em março. Márcio salienta que a possibilidade de o prefeito Paulo César concorrer a vice está praticamente descartada, inclusive em função da legislação eleitoral. Da Costa não nega que seu nome está cotado para ser o pré-candidato do partido a vice.

Em relação à eleição para o Legislativo, acredita que a mudança que impede a coligação, pode ser positiva. Isto porque o partido terá de ser fortalecido, ampliando a própria mobilização. Por outro lado, percebe que os partidos precisam ter cuidado para que a disputa para a Câmara de Vereadores não cause atritos na coligação majoritária. Márcio, como outros presidentes de partido, disse que o MDB nunca recebeu recursos do Fundo Partidário e acredita que a distribuição deveria ser proporcional, beneficiando também os partidários dos municípios menores.


Pouso Novo

PTB – Segundo o presidente Ricardo Cristiano Brenner, as definições devem ser tomadas mais adiante. Até o momento não há nomes ou coligação em vista.

PDT – A presidente Bárbara Michele Bottega diz que ainda não há definições. O partido deve se reunir nos próximos dias para conversar sobre as eleições e decidir os rumos a serem tomados em 2020.

PSB – O presidente Natalicio Berlamindo informa que o partido está se reunindo, analisando as possibilidades, mas ainda não foi tomada uma decisão. O partido terá nominata para disputar a eleição proporcional, enquanto que para a majoritária, num primeiro momento, não haverá candidatos, o que pode mudar no decorrer do tempo. Natalicio lembra que a sigla surgiu como terceira via e vem trabalhando para ampliar o número de filiados. O presidente vê como positivo o fim das coligações proporcionais, pois antes se elegiam candidatos com poucos votos e agora o eleito terá maior representatividade.

MDB – A situação do partido, segundo o vereador Luis Carlos de Gasperi, está indefinida. Ele não descarta a possibilidade de trocar de sigla.


Travesseiro

PSB – O presidente Lasie Amauri Delazeri informa que as decisões acerca do pleito de outubro devem ser tomadas num futuro próximo. A tendência é de que o prefeito Genésio Hofstetter concorra à reeleição, embora já tenha manifestado que esta não é sua vontade. Lasie afirma que caso Hofsttter não deseje concorrer, o partido terá outro nome. A coligação com o PT deve ter continuidade e não está descartada a adesão de mais partidos.

Lasie acredita que o fim da coligação para a eleição proporcional é positivo. “Tem que se eleger quem faz mais votos. Tem muitas coligações que são só para beneficiar um ou outro”. Em relação aos recursos públicos para a campanha, diz que não tem esperança em recebê-los.

PTB – O presidente Ildo Rodrigues Godoy afirma que o partido não tem nada definido em relação às eleições de 2020. As decisões serão tomadas mais adiante.

MDB – O presidente Gilmar Southier declara que a coligação com o PP e PTB terá continuidade e os partidos estão montando as pré-candidaturas. No início de fevereiro devem se reunir para a definição de nomes para a majoritária e também para a proporcional.

PP – O vereador e presidente Tiago Elói Weizenmann relata que o partido irá dar continuidade à coligação com o PTB e o MDB. “Estamos nos reunindo, planejando e decidindo juntos, como se fosse uma única sigla”. Tiago diz que os partidos estão cientes das dificuldades das próximas eleições com a extinção da coligação para vereança e estima que em Travesseiro cada sigla terá de fazer pelo menos 200 votos para começar a eleger os vereadores do partido. “Estamos nos organizando dentro de cada partido para atingir os melhores resultados”, pondera.

Em relação a chapa majoritária salienta que não será levado em consideração o partido e sim as pessoas. Diz que os nomes indicados devem ser aqueles que melhor representam a comunidade e seus anseios e que há várias possibilidades, com bons pré-candidatos no grupo, sem destinação de partido.

Em relação ao Fundo Partidário, relata que o Progressistas de Travesseiro nunca foi beneficiado e acha desnecessário o recurso. “Melhor seria investir esse recurso em saúde e educação, para as pessoas serem beneficiadas, não os políticos”. Entende que se a população tem melhor saúde e educação consequentemente elegerá os melhores candidatos, o que irá melhorar os municípios, Estado e União.

A reportagem do AT não conseguiu contato com líderes de alguns partidos.

Por Alan Dick