Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 11 de Agosto de 2020

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Jornal da Semana
Coluna do Alício

Acordo de cooperação técnica

24 de janeiro de 2020 às 8h56

O Brasil e a Alemanha, através dos Ministérios da Agricultura de ambos os países, firmaram no último final de semana, um Acordo de Cooperação Técnica, com vistas à realização de ações integradas no setor da agropecuária, por um período mínimo de três anos.

Esse acordo prevê a realização de cursos, de trocas de experiências, de intercâmbios técnicos e desenvolvimento de projetos, como por exemplo no campo da geração de energia, dentre outros objetivos gerais. Segundo o protocolo firmado, decorridos os três anos iniciais, a parceria poderá ser prorrogada por igual tempo.

Um fator que possivelmente contribuiu para que pudesse ser celebrado o Acordo é o de que os Ministérios de Agricultura dos países signatários são dirigidos por mulheres, na condição de Ministras. Assim sendo, a construção dos propósitos deve ter contado com a sensibilidade e a visão de autoridades que querem melhorar e aprimorar as condições de produção de alimentos.

Em uma época identificada como sendo de globalização, a aproximação de uma nação europeia, desenvolvida, com um Brasil em afirmação e em busca de um grau de desenvolvimento cada vez maior, a cooperação assume um papel muito importante e salutar para todos, a considerar que os propósitos sejam sérios e confiáveis.

Sabe-se que especialmente o setor de máquinas e implementos agrícolas, utilizados nas atividades de produção de alimentos, na Alemanha, está bem mais à frente em comparação com a tecnologia brasileira. O que nos coloca em vantagem são os recursos naturais, clima e extensão das nossas terras cultiváveis, de maneira que poderemos ser os mais beneficiados com a integração que está vindo por aí.

ATUALIZAÇÃO DE DADOS

Nas duas semanas anteriores, o foco principal deste espaço foram avaliações sobre as consequências da estiagem que deve ter superado o seu momento mais crítico, com o retorno das chuvas, especialmente desta semana, que foram muito generosas e comemoradas.

Há oito dias falava-se, por exemplo, de trinta e poucos municípios que haviam encaminhado os processos de decretação de situação de emergência. Este dado deve ser atualizado, pois agora o número se aproxima de oitenta cidades que utilizam o expediente para buscarem recursos e amenizarem os efeitos dos prejuízos, sobretudo no setor primário.

Igualmente as projeções de quebras nas culturas de milho e soja no Estado do Rio Grande do Sul, agora atualizadas, diferem dos referidos na semana passada. A produção de soja deve reduzir 30% em relação às previsões iniciais. Nas lavouras de milho, as perdas somam 18%.

Já a atividade de produção de leite indica perdas, em municípios da nossa região, se aproximando também de 30% no volume diário. Se essas frustrações são percebidas agora, elas se farão sentir por muito tempo, com reflexos na economia do Estado, nos Municípios e principalmente nos empreendedores rurais, que já vinham trabalhando sem sobras, sem fôlego, descapitalizados.

Quanto às pretendidas ou postuladas medidas de apoio aos produtores rurais, em situação de emergência, até este momento não há definições concretas e nenhuma sinalização sobre possibilidades. Ficamos em um compasso de espera.

Por Alan Dick