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Dália Alimentos

Mocelin fala do empreendedorismo da cooperativa

, 13 de dezembro de 2019 às 9h44

O BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – é um dos agentes financiadores do Complexo Avícola da Dália Alimentos. Em entrevista, o superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul, Maurício Mocelin, fala do empreendedorismo da cooperativa e dos ganhos para o Estado com projetos deste porte.

AT– O BRDE tem sido um grande parceiro no fomento do desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Como o BRDE está presente no projeto do Complexo Avícola da Dália Alimentos?

Maurício Mocelin – O projeto, como um todo abrange a produção de frangos por meio da integração vertical avícola, a industrialização de produtos agropecuários de aves e derivados e a produção de rações animais. O BRDE participa do projeto financiando as etapas de industrialização, que contemplam a construção do frigorífico de abate de aves, da fábrica de farinhas e de óleo animal e da fábrica de rações. O valor total financiado é de cerca de R$ 140 milhões, entre investimento e capital de giro.

AT– A Dália Alimentos investiu alto justamente num período em que a economia estava em recessão ou recuperação. Como o senhor avalia o empreendedorismo da cooperativa, dos cooperados que aderiram ao projeto, e dos municípios que se empenharam para sediar a cadeia produtiva?

Maurício Mocelin – A execução desse projeto num momento menos favorável demonstra a capacidade empreendedora da Dália, que busca ser mais competitiva e mais sustentável, passando a atuar num segmento onde ainda não está presente, que é o de aves, mas que tem grande aderência ao seu negócio, ao perfil dos seus associados e aos municípios envolvidos nas diversas etapas da produção de frangos. E o projeto tem um diferencial por prever que a produção das aves será feita em condomínios. É um modelo novo na região, com ganhos econômicos, e permite a adoção da ideia pelos associados sem que tenham que abrir mão de suas atividades, além possibilitar a participação de diversos municípios próximos à nova indústria.

AT – O Rio Grande do Sul não tem sido um dos Estados mais atrativos para investimentos de grande porte. Qual a importância de projetos como este para o Estado?

Maurício Mocelin – Nós temos no Rio Grande do Sul uma grande vocação para a produção agroindustrial. Quando aproveitamos o nosso potencial para implantação de projetos de grande porte, otimizamos os recursos que já estão disponíveis para o desenvolvimento do Estado. Ganham as comunidades envolvidas, com maior geração de empregos e renda, e ganham os empreendedores, com o crescimento das suas empresas, além do retorno através de impostos gerados, que revertem para o bem de todos.

Por Alan Dick