Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 21 de Janeiro de 2020

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Agricultura

Indignação

20 de dezembro de 2019 às 9h16

O distrito de Forqueta reviveu, no início desta semana, um episódio que acontecera há cerca de meio ano. Naquela ocasião os moradores da região ficaram mais de 24 horas sem energia elétrica e o último fato nos deixou novamente 20 horas às escuras.

Eu registro aqui o sentimento de muitas pessoas que me abordaram para demonstrar a sua revolta, indignação e inconformismo com as situações que se repetem com uma frequência assustadora, sem que possam fazer algo.

Lembram alguns que, ultimamente, várias reuniões aconteceram entre a Administração Municipal, a Câmara de Vereadores e a empresa concessionária, para debater os problemas levantados, buscando soluções. E pelas informações repassadas, toda vez que é chamada, a fornecedora de energia renova suas intenções de corrigir falhas, de adotar medidas que evitem essas interrupções rotineiras, falando de planos de investimentos e melhorias.

Os consumidores, prejudicados, sugerem que as autoridades municipais busquem amparo na Justiça, especialmente no Ministério Público, para a aplicação de correspondentes penas, quando uma parte deixa de ter a responsabilidade e os compromissos assumidos.

A área atingida caracteriza-se pela expressiva produção agropecuária. Produção de leite, frangos e granjas de suínos estão ali situadas, todas dependendo de energia para acionar ordenhadeiras, o abastecimento de água e os próprios sistemas de alimentação dos rebanhos, automatizados, dependentes de energia.

Várias empresas, indústrias, comércio, ali se encontram. No entanto, parece que tudo isso não tem importância para quem está do outro lado. Nada os sensibiliza para planejar um atendimento emergencial e pontual.

O desabafo de consumidores de energia elétrica é sintomático, triste, mas real: nós temos medo quando surgem algumas nuvens escuras no céu, porque isso pode representar horas e horas sem energia…

Insegurança, vulnerabilidade, desestímulo, são elementos que torturam os agricultores, os moradores e empresários de uma área desprotegida.

BALANÇO

O contato de hoje é o último deste ano de 2019. No próximo encontro já estaremos em 2020, vivendo renovadas esperanças e expectativas, como sempre acontece na virada de ano.

O período que estamos encerrando foi tumultuado nos campos político e econômico. Os novos governos, federal e estadual, surgiram envoltos de muitas esperanças, mas ao mesmo tempo, de enormes dúvidas e incertezas.

Falou-se muito em reformas, ajustes, novidades. Algumas coisas aconteceram, outras serão retomadas no próximo ano, em 2020.

Na área da Agricultura, o que poderíamos destacar? A reforma da Previdência deixou de lado o trabalhador rural. Restaram, sim, as dificuldades para o encaminhamento de novos processos de aposentadoria, com indeferimento de grande parte dos pedidos. O fato tornou-se uma tarefa ingrata para daqui para a frente.

Os insumos agrícolas seguiram a tendência de alta, maior do que a evolução dos preços dos produtos. Portanto, o achatamento dos preços seguiu. A cadeia do leite desestimulou um expressivo número de produtores que abandonaram a atividade.

A viabilidade da produção do frango de corte e do suíno mostrou-se mais propícia a partir das consequências da peste suína da China e outros países asiáticos. Saúdo a inauguração do abatedouro de frangos da COSUEL, como referência para um novo impulso para a cadeia do frango de corte.

Sobre os vários pontos agendados para o começo de um novo ano, há a questão do crédito fundiário, programa de habitação rural, o novo modelo de seguro agrícola e a agitação e complexidades de um ano eleitoral. Portanto, ninguém ficará sem ter o que fazer! OBRIGADO pela Companhia de 2019 e estamos juntos em 2020!

Por Alan Dick