Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 25 de Fevereiro de 2020

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Dália inaugura Complexo Avícola e avança no setor de alimentos

, 20 de dezembro de 2019 às 10h35

Cerca de mil pessoas estiveram presentes na inauguração do frigorífico avícola da Cooperativa Dália Alimentos, na tarde de sexta-feira, dia 13, em Palmas, Arroio do Meio.

A cerimônia foi prestigiada por representantes da Assembleia Legislativa, da Câmara dos Deputados, do Senado e Governo Federal, pela ministra da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, e pelo governador do Estado, Eduardo Leite, além representantes de associações, instituições bancárias, fundações entidades de classe, federações, associados, funcionários, prestadores de serviços e parceiros em geral.

A ministra Teresa Cristina Corrêa da Costa Dias aproveitou a ocasião para anunciar a liberação das atividades do complexo, a partir da entrega do Serviço de Inspeção Federal com o SIF 317. Para ela o projeto é fundamental para a continuidade da participação dos pequenos agricultores no mercado e sucessão familiar, com renda, organização e prosperidade. Se disse encantada com o fato de jovens estarem retornando para o campo, o que dá mais motivação para o ministério levar a inspiração a outras regiões do país. “ O agro está cada vez mais próspero. Somos o país do presente que está dando certo. O mundo inteiro espera isso, pois somos fundamentais para alimentar sete bilhões de pessoas, ganhando mercados com a potência agro/ambiental”.

Com um discurso de mudanças e o compromisso de gerar desenvolvimento, o governador Eduardo Leite se comprometeu em tornar o ambiente estadual mais favorável e competitivo. Ao elogiar o sistema cooperativo, comparou a gestão do Estado com a Dália, que precisa ser cada vez mais competitiva e eficiente para reduzir o seu custo e assim ter no mercado o produto com um preço competitivo. Caso contrário ela perde força no mercado e morre. “Com o estado é a mesma coisa. Tem que ter qualidade na infraestrutura, para haver custo reduzido para quem empreende. Infelizmente o custo da máquina pública é transferido em impostos. Como no RS a máquina pública é pesada e cara, o governo transfere muito. Temos o maior custo previdenciário do país, com 1,6 aposentados para cada servidor ativo”, contextualizou.

O governador questionou aos presentes a respeito das tarifas de energia elétrica, telefonia e combustível elevados, que têm alíquotas reajustadas desde 2015. Acrescentou que os impostos são altos pois o estado está engessado. “O custo da previdência é cobrado do próprio servidor, com 14% de alíquota previdenciária e outros 28% que o Estado coloca, mas não é o suficiente. Faltam anualmente R$ 12 bilhões. E quem paga? Cada um de vocês e os servidores, seja com atraso de salários ou impostos”.

O governador se comprometeu em encerrar as alíquotas majoradas de impostos no final de 2020 – desde que a Assembleia Legislativa aprove as reformas propostas. Entre elas, a de reformulação da carreira dos servidores públicos. “Não há como melhorar salário de professor, se é preciso levar 100 mil aposentados juntos […] 10 % de aumento resultam em R$ 600 milhões, sendo R$ 400 milhões para os aposentados. E os 10% não resolvem a qualidade na educação.

Leite aproveitou a presença de deputados estaduais para destacar a importância da aprovação do novo Código Ambiental do RS que, segundo ele, “dará ao Rio Grande do Sul condições de competir com outros estados”, principalmente no âmbito das licenças ambientais, com exigências mais racionais. “É preciso vencer a burocracia para atrair investimentos com mais rapidez”.

Lamentou o fato de o Estado ter a pior situação fiscal do país, mas ressalvou que não é preciso muito esforço para atrair investimentos. “Temos um Estado vocacionado ao empreendedorismo, à inovação e o trabalho. Gente que não tem medo de serviço. O caminho para o Estado é dar oportunidade a quem gera riqueza”. Também se comprometeu em encontrar soluções para a infraestrutura logística e mobilidade urbana, incluindo a própria ERS-130, porém, afirmou que o Estado não tem capacidade de fazer sozinho e precisa de apoio da iniciativa privada.

Governador Eduardo Leite se comprometeu em encontrar soluções para a infraestrutura logística e mobilidade urbana na ERS-130, porém, afirmou que o Estado não tem capacidade de fazer sozinho

No público, associados, funcionários, prestadores de serviços e parceiros em geral

 

 

 

Por Alan Dick