Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 29 de Novembro de 2020

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Cuidado com os brinquedos

, 21 de dezembro de 2019 às 11h03

Presentear crianças exige certos cuidados para que nenhum acidente aconteça. Nesta época do ano é comum pais, avós, padrinhos e até amigos da família darem presentes para os pequenos. Quem procura preço e quantidade para dar uma lembrancinha para várias crianças vai se deparar com ofertas irresistíveis de brinquedos importados, que não seguem as normas de segurança brasileiras. É aí que está o perigo, pois muitos materiais podem ser tóxicos e possuírem peças pequenas que se soltam com facilidade. Técnicos do Procon, em todos os estados e cidades que possuem o órgão, sempre alertam que os brinquedos devem ter o selo do Inmetro e a faixa etária deve ser respeitada.

Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, os adultos devem checar os riscos que o brinquedo oferece antes de ceder à vontade das crianças. Artigos que vêm desmontados, podem causar problemas se a criança levar alguma parte à boca ou mesmo se uma peça se desprender e atingir os olhos. Também os brinquedos de propulsão, como alguns carrinhos e armas de ar ou de água, costumam fazer estragos.

“Os adultos devem conter a ansiedade na loja de brinquedos e ter em mente que o presente deve corresponder à idade da criança. A maioria dos brinquedos traz a faixa etária indicada na embalagem. Ao desrespeitar esse limite, você contribui para aumentar o risco de eventuais acidentes. Molas, dardos, arcos e flechas, espadas, armas de pressão, carros de propulsão, bonecas desmontáveis e objetos pontiagudos têm alto potencial para provocar acidentes. Sendo assim, não devem chegar às mãos de crianças pequenas ou que costumam brincar longe dos adultos.”

Presentes esportivos, como bicicletas e skates, devem ser acompanhados de protetores. Na hora de abrir o presente, é bom um adulto ajudar. No Brasil não há estatística sobre acidente com brinquedos. Nos Estados Unidos ocorrem mais de 250 mil por ano e , em 50% dos casos, o incidente atinge o rosto, especialmente os olhos.

Por Alan Dick