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Bem estar animal, rendimento e lucratividade passam pela qualidade do piso

, 20 de dezembro de 2019 às 11h37

A construção civil tem importante participação no desenvolvimento de inúmeros setores produtivos. A agricultura emprega muitos destes recursos, dos quais se beneficia, com a tecnologia empregada na construção civil, em prol da redução de custos e melhoria na durabilidade nas benfeitorias.

A suinocultura apresentou um grande crescimento nos últimos anos e, com isso, percebe-se uma evolução dos padrões construtivos, que antes eram dotados de instalações simples e de baixo custo, que dependiam de uma alta demanda de mão de obra, reforma constante e durabilidade questionável, que prejudicava o desenvolvimento dos animais nelas alojados.

A necessidade de reforma constante nestes ambientes aumenta o custo de produção e compromete o retorno do empreendimento. Em função disso, empresas de engenharia vem empregando tecnologias já usadas na construção civil para maximizar os resultados na suinocultura.

Uma instalação bem projetada deve acomodar os animais em desenvolvimento em todo o período de alojamento. Os animais devem dispor de um ambiente seguro e de acordo com as normas de bem-estar animal preconizado pela suinocultura de ponta.

O ambiente onde os suínos são alojados apresenta um alto grau de agressividade ambiental, reduzindo a durabilidade da benfeitoria. Elementos como os pisos são os mais agredidos e se não produzidos e dimensionados de forma correta, podem agravar ou ocasionar muitas lesões, por estarem em contato direto com os animais. “Basicamente os pisos de uma instalação são de concreto, quando produzidos com um baixo controle de qualidade, apresentam uma baixa durabilidade e as instalações passam a ter um alto índice de descarte de animais”, salienta, Solano Zotti, acadêmico em engenharia civil.

O emprego de concretos de alta resistência, na produção dos pisos, proporciona um aumento significativo na durabilidade. Concretos com resistência acima de 50 Mpa tendem a ter um índice de absorção menor, o que mantem a armadura protegida e livre de ataques corrosivos. Nesse caso, apresenta uma resistência superficial maior, o que torna o produto resistente a patologias provenientes do desgaste mecânico e ataques químicos ocasionados pelo manejo da instalação.

Solano Zotti
Acadêmico em engenharia civil

Por Alan Dick