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Câncer: cuidados, prevenção, diagnóstico e cura

, 19 de outubro de 2019 às 10h39

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor.

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é responsável pelo maior número de mortes nas mulheres por câncer nos países em desenvolvimento.

Há vários tipos de câncer de mama. Por isto, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem à características próprias de cada tumor.

Seu diagnóstico precoce é importante para o tratamento e a cura. No início, o câncer de mama aparece como uma doença silenciosa, que pode ser apenas um simples caroço indolor, sem sintomas. Por isto, é importante fazer exames de rastreamento desta patologia.

Os exames de rastreamento são exames diagnósticos realizados em populações ou pessoas assintomáticas, com a finalidade de diagnóstico precoce, para reduzir a morbidade e a mortalidade da doença, agravo ou risco.

No Brasil, a estratégia preconizada pelo Ministério da Saúde para o rastreamento de câncer de mama é a mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos na população em geral.

A mamografia neste sentido, pode auxiliar na detecção precoce da doença, quando realizada em pacientes assintomáticas, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos. Dentre suas vantagens estão: a redução da mortalidade pela doença, diminuição dos traumas físicos, maior sobrevida, arrefecimento dos traumas familiares e o menor custo para a sociedade relacionado à perda de um indivíduo produtivo.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas: Nódulo (caroço) fixo, geralmente, indolor, que é a principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos, quando o câncer é percebido pela própria mulher; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos. Estes sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de tratar-se de câncer.

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. Em caso de permanecerem as alterações, elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama.

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como: praticar atividade física; alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; amamentar.

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, na maioria das vezes, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos). Trata-se da 3° patologia que mais acomete as mulheres com câncer no Brasil.

A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau) e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isto, é importante a realização periódica deste exame.

Conforme exposto acima, no início, como o câncer de mama, o tumor de colo uterino se apresenta assintomático ou pouco sintomático, fazendo com que muitas pacientes não procurem ajuda.

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada à queixas urinárias ou intestinais.

O risco da doença aumenta com: início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros; tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados).

A prevenção do câncer de colo uterino é feita por medidas educativas, vacinação, rastreamento, diagnóstico e tratamento das lesões subclínicas.

Sabe-se que a grande maioria das lesões de colo de útero estão ligadas à infecções pelo vírus HPV; por isto, é importante a vacinação contra esse vírus.

No Brasil, as vacinas para a prevenção do HPV já fazem parte do calendário vacinal do SUS desde 2013, totalmente gratuito, para meninas de 9 a 13 anos.

Também são recomendados os exames de rastreamento para o câncer de colo de útero e a realização do exame citológico do colo do útero, nas pacientes que já iniciaram a atividade sexual. Esse exame é realizado na Unidade de Saúde ou no consultório médico.

Entre os tratamentos para o câncer do colo do útero estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento (estágio de evolução) da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos.

Sendo assim, o acompanhamento médico anual de rotina, no qual se encaminha e realiza os exames de prevenção é de suma importância para o diagnóstico e tratamento precoce das doenças.

Por Alan Dick