Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 19 de Outubro de 2019

O Alto Taquari - Cotidiano

Jornal da Semana
Saúde

Amanhã tem mobilização para oferecer testes rápidos à comunidade

, 26 de julho de 2019 às 11h09

A Semana Hepatite Zero iniciou na segunda-feira, dia 22. Idealizada pela Associação Brasileira de Portadores da Hepatite – ABPH e com parceria do Rotary Club, a atividade é realizada na América Latina e na África do Sul, tendo como objetivo principal, a erradicação da doença no mundo.
Na semana passada, o Rotary fez a entrega de 300 kits de teste de hepatite C para o Posto Central de Arroio do Meio, para serem disponibilizados à comunidade. A campanha, com o oferecimento dos testes rápidos, foi intensificada durante esta semana em todas as unidades de saúde e vai culminar com uma mobilização realizada na manhã deste sábado, dia 27, das 8h30 às 11h30, no espaço em frente à Secretaria Municipal de Educação, no Centro. Em caso de chuva, a atividade será transferida para a quadra de esportes, nos fundos da secretaria.
Conforme a enfermeira da Unidade Básica de Saúde, Francine Gasparoto, os testes rápidos são gratuitos. Para fazê-lo, não precisa estar em jejum e também não é preciso apresentar algum tipo de documentação. O serviço também é oferecido o ano inteiro em todas as unidades de saúde. “São testes de livre demanda, é só chegar na unidade. São realizados pelos enfermeiros e leva de 20 a 30 minutos. É apenas uma picada no dedo”, explica a enfermeira.
O mesmo sistema de testes rápidos, oferecidos na rede básica de saúde, possibilita quatro diagnósticos: hepatite B, C, HIV (vírus causador da aids) e sífilis. Segundo Francine, a realização destes testes é importante pois, quando os resultados são positivos, deve-se iniciar o tratamento o mais cedo possível. A enfermeira acrescenta que a procura por eles ainda é pequena, mas apesar disso, eles têm começado a integrar os exames de rotina das pessoas. Um dos motivos pela baixa procura é o medo, já que são doenças consideradas, ainda, um tabu na sociedade.
Quem não puder participar no dia da mobilização, pode procurar os postos de saúde nos demais dias da semana.

Saiba mais sobre as hepatites B e C

As hepatites B e C são inflamações no fígado causadas por vírus e constituem um grave problema de saúde pública no mundo. Elas costumam ser silenciosas e acabam sendo descobertas quando a doença já está muito evoluída, com cirrose ou até com câncer de fígado (hepatocarcinoma).
A hepatite B é transmitida pelo esperma e secreção vaginal (via sexual) e pelo contato com sangue (via parenteral, percutânea e vertical). A transmissão do vírus da hepatite C ocorre, principalmente, pelo contato com sangue (por via parenteral). Os indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 devem ser testados, pois são considerados de risco para essa infecção. A partir de 1993 passou a existir a testagem para as hepatites C nos bancos de sangue, o que tornou a doação sanguínea um ato muito seguro. A transmissão sexual é pouco frequente, ocorrendo principalmente em pessoas com múltiplos parceiros e com práticas sexuais de risco (sem uso de preservativo).
A transmissão das hepatites B e C pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dentes, alicates de unha, instrumentos para uso de drogas injetáveis e inaláveis, uso de materiais não esterilizados para colocação de piercing ou para tatuagens, através de acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança.

Medidas de prevenção comuns às Hepatites B e C

• Sexo seguro: uso de preservativos masculinos ou femininos;
• Evitar compartilhamento de objetos pessoais: lâminas de barbear e depilar, escovas de dentes, alicates de unha e outros;
• Evitar compartilhamento de instrumentos de drogadição;
• Frequentar locais (consultórios e clínicas médicas e dentárias, estúdios de tatuagem e piercings, salões de beleza, entre outros) que seguem as normas de biossegurança da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte dos dados: Centro Estadual de Vigilância em Saúde (cevs.rs.gov.br)

Por daiane