Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 17 de Outubro de 2019

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Política com coragem, trabalho e espírito coletivo

3 de maio de 2019 às 6h34

Em uma visita com jantar de mais ou menos duas horas, o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) esteve na sexta-feira, 26, em Arroio do Meio, quando foi recepcionado por integrantes do partido. Falando da sua trajetória política pessoal e com a atual conjuntura disse que é preciso ter coragem e acreditar que é possível fazer mudanças; que tem que ficar atento às expectativas e necessidades da base eleitoral, arregaçar as mangas e trabalhar. Relatou como percorreu e abriu base eleitoral junto com o General Mourão, vice-presidente eleito, na Grande Porto Alegre, área onde nunca havia feito votos, e que conseguiu ter resultado superior ao ex -senador, deputado e prefeito José Fogaça. “ Time que deixa de jogar, não ganha. Temos que nos mobilizar, organizar, planejar, com propostas sérias e que venham de encontro a um País, estado e município melhores para o povo.

Custos e investimentos

Apoiador do Governo Bolsonaro, ciente das dificuldades e dívidas da União e estados, defendeu parcerias com a iniciativa privada para destravar a economia. Lamentou que o Rio Grande do Sul tenha em torno de 500 mil desempregados e que está trabalhando em projetos que possam contribuir para o desenvolvimento da economia e processo produtivo. Destacou que, em torno de 17 a 18% dos custos de produção no Rio Grande do Sul, passam pela logística e que para diminuir este desequilíbrio é preciso investir em novos modais de transporte: ferrovias, hidrovias e aeroportos.

Disse que nos oito anos de mandato no Senado pretende focar seu trabalho também na questão da energia. Mais de 50% da energia consumida no estado (RS) é importada, mas se pode buscar alternativas com pequenas hidrelétricas desativadas assim como reativação e construção de ferrovias entre outros projetos. ( leia mais na página 7)

Ausentes

Chamou atenção que não estavam presentes no encontro com o senador Heinze, os vereadores progressistas Vanderlei Majolo e Roque Haas. Quem passou para cumprimentar o senador foi o vereador Darci Hergessel de PDT, partido que poderá compor com o PP, no ano que vem.

Previsibilidade

Analistas econômicos e políticos têm dito que a aprovação da Reforma da Previdência será crucial para o país recuperar, principalmente, a previsibilidade. Com a Reforma da Previdência os investidores internacionais e nacionais poderão fazer investimentos a médio e longo prazo. Além do ajuste fiscal, o governo pode recuperar a sua capacidade de investir e atender demandas prioritárias na área da saúde, educação e segurança.

Outro ponto que terá que ser levado em conta é que a Reforma da Previdência não poderá ser vista com viés político partidário e sim olhando para o futuro do País.

PSDB ou MDB?

Os mais ligados em política se perguntam para quem o ex-prefeito Sidnei Eckert (MDB) vai fazer campanha em 2020, nas eleições municipais, uma vez que ocupa a secretaria da Indústria, Comércio e Turismo de Teutônia, a convite do Jonatan Brönstrup (PSDB). Sidnei diz que é muito cedo para responder a esta pergunta, mas reforça que a sua ida a Teutônia não tem um caráter político mas sim, técnico e profissional, principalmente pela sua experiência como prefeito o que contribui na gestão de uma secretaria, num município da importância de Teutônia no Vale do Taquari. Em relação às eleições municipais do ano que vem, repetiu o que já disse em ocasião anterior: é natural que o Klaus e Eluise busquem a reeleição.

 Crise na Venezuela

Está cada vez mais complicada a situação na Venezuela. De um lado, o regime de Nicolás Maduro, que levou o país a um colapso social, econômico com pessoas fugindo da fome, falta de remédios, violência, falta de liberdade. De outro, Juan Guardió, autoproclamado presidente que lidera a oposição. No feriado de terça-feira, enquanto Maduro fez discursos pela TV estatal, as tropas da Guarda Nacional Bolivariana avançavam e tentavam impedir os protestos, com violência.

O governo brasileiro está adotando posição de cautela, negando qualquer intervenção militar, mas há um temor de que a crise possa se prolongar e provocar uma guerra civil. Para acolher os refugiados o governo brasileiro liberou R$ 223,8 milhões que entram pela fronteira.

Por daiane