Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 27 de Maio de 2019

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O melhor primeiro encontro da vida

, 12 de maio de 2019 às 8h20

Todas as sextas-feiras, às 11h, a vendedora Franciele Cadore lembra do momento mais especial da sua vida. Foi neste horário e dia da semana, em 22 de março, que o filho Davi José chegou ao mundo. Primogênito, nasceu de parto normal, no Hospital São José, como a mãe e o pai Jorge Heineck desejavam. Saudável, chegou esbanjando charme com seus cabelos escuros, três quilos e 230 gramas e 51 centímetros.

Passados quase dois meses de mamadas, trocas de fralda, carinho e muito amor, Franci ainda não encontrou palavras para definir o que sentiu quando teve Davi nos seus braços pela primeira vez. Lembra apenas que foi um misto de emoções tão forte que ria e chorava ao mesmo tempo. “Conhecer o filho é o melhor primeiro encontro da vida de uma pessoa”, resume.

Das decisões que tomou ainda na gestação, o parto normal era uma das mais convictas. Assistiu documentários, conversou com outras mães e se preparou. Sabia que não dependia exclusivamente da sua vontade, mas ficou muito feliz que tudo aconteceu da forma desejada. Ao final, se deu conta de que havia se preparado para algo muito maior do que realmente foi. “Quando ele nasceu todas as dores foram embora. No outro dia eu já pude ir para casa, estava caminhando e a recuperação foi muito rápida e tranquila. Sempre pensava que, se as minhas avós tiveram vários filhos de parto normal, por que eu não podia ter um?”.

Mãe de primeira viagem, estava consciente e preparada para as mudanças que a maternidade traz. Hoje, acredita que a realidade é diferente e muito mais encantadora do que dizem. “Cada dia é uma descoberta nova, para ele, para mim e para o Jorge. Isso não tem preço, é mágico. É um ser totalmente dependente de mim, 24 horas por dia. Uma conexão que começou na gravidez e agora só se expande. É maravilhoso, tudo de bom”.

Desafios

A chegada de um filho, por mais gratificante que seja, também traz desafios e dores, físicas e emocionais. Seios rachados, dúvidas, pessoas que querem ajudar e não se dão conta de que é um momento muito íntimo e que deve ser respeitado, são apenas algumas das situações que a mãe passa nos primeiros dias. Não bastasse isso tudo, há o pós-parto e a consequente instabilidade hormonal, que também contribui para deixar a mulher mais fragilizada emocionalmente. Franci, assim como outras mães, passou por algumas destas situações e, acredita, fazem parte do processo. Apesar das dificuldades, das noites mal dormidas e o cansaço, faria tudo de novo.

As rupturas que acontecem no momento em que a mulher se torna mãe também ficam evidentes, segundo Franci. E este também não é um processo simples de assimilar. “Poucas pessoas pedem como tu, a mãe, está. Querem saber do bebê, se está tudo bem com ele. E é muito bom quando alguém lembra de ti”, confidencia, salientando que ter o apoio do marido e pai faz toda a diferença, seja no suporte emocional, como nos cuidados diários, com o bebê ou com a vida cotidiana, que segue, independente dos impactos da nova rotina.

 Das alegrias

Prestes a comemorar seu primeiro Dia das Mães, Franci é só alegria com seu pequeno. Diz que o domingo vai ser, depois do nascimento, a data mais especial do ano. “Não tem como traduzir o que sinto em uma palavra. Não dá para explicar. É um amor, uma conexão muito forte. Só quem passa por essa experiência de ser mãe entende”.

Perceber o crescimento e o desenvolvimento do filho, faz com que a mãe também perceba o seu avanço. “Tento seguir meu instinto de mãe, não só o que as pessoas dizem para fazer. Precisamos aprender com os erros também. E eu quero viver esse aprendizado. E está dando mais do que certo. O Davi é uma criança calma e estamos evoluindo, com pequenas conquistas diárias. Não veio com manual e talvez essa seja a graça da coisa. Assim vamos nos descobrindo e nos conectando ainda mais nesse amor que é imenso, incondicional. Ter um filho é muito gratificante, uma bênção”.

Por daiane
Franci, Jorge e Davi: se hoje eu sou uma mãe completa e realizada, o Jorge tem grande parte nisso, pois ele é muito presente e participa de tudo na vida do Davi

Franci, Jorge e Davi: se hoje eu sou uma mãe completa e realizada, o Jorge tem grande parte nisso, pois ele é muito presente e participa de tudo na vida do Davi