Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 23 de Abril de 2019

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Agricultura

VACINA CONTRA AFTOSA EM MAIO

12 de abril de 2019 às 11h22

Julgo não ser demais lembrar, com antecedência que, no mês de maio, será realizada a primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa, em todo o território nacional.

Com exceção de três estados, Acre, Espírito Santo e Paraná, onde a vacina será aplicada somente em animais jovens, de até 24 meses de idade, nas demais unidades da Federação, todo o plantel de animais existente nas propriedades terá que ser submetido à imunização.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento elaborou para este ano uma nova regulamentação sobre a campanha, com algumas importantes inovações, que vão desde a formulação da vacina e principalmente sobre a dosagem a ser aplicada, que foi reduzida, passando dos anteriores cinco mililitros, para dois mililitros por animal.

Técnicos do Ministério da Agricultura avaliam que a redução da dosagem da vacina causará menos reações e sintomas nos animais, evitando inclusive, problemas que vinham sendo apontados pelos países importadores de carne bovina do Brasil.

Outra vantagem, indicada a partir da mudança da dose, é o aspecto prático de seu manuseio, ocupando menor espaço, tanto no seu transporte, quanto na sua conservação em ambientes recomendados.

Portanto, o produtor pode prestar atenção nesses detalhes considerando, em especial, o fator da redução da dosagem, em 60%. Consequentemente, o preço da vacina deverá provocar uma redução no custo final do procedimento a ser desembolsado, ou seja, não continuar pagando o preço de um produto, que em volume estará levando menos da metade.

Existe a cogitação de que a próxima etapa da vacinação, em maio, seja a última, dentro de uma programação e planejamento do Ministério da Agricultura. O governo federal aposta no controle da doença, a ponto de conseguir a condição, ou como dizem o “status” de área livre da aftosa, o que é, afinal, uma exigência de países compradores de carne bovina.

RAIVA BOVINA

Já que estamos tratando de sanidade animal, caso do controle da aftosa, existe uma outra situação causando temor e certo pavor em propriedades rurais, não tanto na nossa região, mas em algumas localidades do Estado. É a raiva bovina, que deixa rastros de destruição, matando animais e é facilmente transmitida para propriedades vizinhas. Existem estimativas de que no Brasil morrem, anualmente, em torno de 50 mil bovinos.

A incidência, como já disse, não é, ainda, assustadora na nossa região, mas existe segundo relatos registrados. Um dos agentes transmissores é o morcego hematófago, encontrado com bastante frequência.

Nas regiões onde há vestígios ou sinais de ocorrência da doença, deve-se utilizar, como prevenção, a vacinação dos animais, além do controle dos morcegos, através de métodos como a sua captura e aplicação de uma pasta anticoagulante no dorso desses animais, soltando-os para retornarem aos locais de origem, onde podem provocar a morte dos demais, em razão do contato com o produto aplicado.

Da mesma forma como a vacinação contra a febre aftosa é aplicada no mês de maio, recomenda-se o mesmo procedimento para a vacinação contra a raiva bovina, com a observação de que esta precisa em torno de 21 dias para oferecer proteção aos animais.

ENERGIA ELÉTRICA NO CAMPO

No dia de ontem, 11 de abril, aconteceu uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado, promovida pelas Comissões de Agricultura, Defesa do Consumidor e Serviços Públicos, com representante da Agência Nacional de Energia Elétrica, para tratar dos problemas relacionados ao abastecimento do meio rural, redes sucateadas, falta de equipamentos para a manutenção e os procedimentos de reclamações, muitas vezes dificultados e sem êxito, principalmente quando o agricultor tenta fazer os contatos.

Depois das ações do Ministério Público e do Procon, agora é a vez dos orgãos políticos assumirem a mobilização.

Por daiane