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Saúde

Urologista busca especialização na Alemanha

, 19 de outubro de 2018 às 10h46

O médico urologista Gustavo Fiedler retornou recentemente da Alemanha onde permaneceu por 60 dias num curso de aperfeiçoamento. No hospital da Universidade de Leipzig, Fiedler aprofundou seus conhecimentos em vídeo-cirurgia e cirurgia robótica. A instituição é considerada referência mundial em cirurgia minimamente invasiva nos casos de câncer de próstata, rim e bexiga. “É a universidade mais antiga da Alemanha. O hospital é muito tradicional e pioneiro na área da urologia. É considerado o berço de inovação e tecnologia na área urológica. As novas técnicas e novidades são desenvolvidas lá”, frisa.

Por se tratar de uma universidade conceituada, a demanda para o curso é muito grande. Na turma era o único brasileiro. “Busquei essa especialização na Alemanha justamente pelo hospital ser essa referência nas técnicas de cirurgia minimamente invasiva, que é a área que venho trabalhando e me especializando; e também por causa da cirurgia robótica que, embora ainda não seja uma realidade da nossa região, já acontece em centros maiores como Porto Alegre”.

Quanto à cirurgia minimamente invasiva feita por meio de vídeo, a videolaparoscopia, o médico salienta que teve acesso ao que há de mais moderno no mundo. Tanto no que tange às cirurgias urológicas quanto às cirurgias gerais. Ele ressalta que as vantagens desta técnica são inúmeras. O procedimento cirúrgico ocorre por meio de incisões muito pequenas, de 5 e de 10 milímetros, em vez dos grandes cortes realizados nas cirurgias abertas convencionais. Câmeras microscópicas são introduzidas por essas pequenas aberturas, facilitando e ampliando a visão do cirurgião e permitindo, assim, uma cirurgia mais precisa. “As câmeras de vídeo de alta definição proporcionam ao cirurgião uma visão mais nítida e ampliada das estruturas do campo operatório, garantindo uma cirurgia mais meticulosa e qualificada. A videolaparoscopia é um dos principais avanços da urologia nos últimos anos. Doenças do sistema urogenital como próstata, rim, ureter, bexiga e, até mesmo, hérnias inguinais podem ser tratadas por tal modalidade minimamente invasiva”, pontua Fiedler.

Além disso, o paciente que é submetido a uma cirurgia por videolaparoscopia tem um menor dano de tecido, menos perda sanguínea, menos dor no pós-operatório, a cicatrização é mais rápida e o retorno às suas atividades também se dá em menor espaço de tempo. Nos casos específicos de câncer de próstata, o médico afirma que a videolaparoscopia também preserva melhor a continência urinária e a potência sexual.

Há mais de três anos atuando no Vale do Taquari, o urologista faz cirurgias laparoscópicas dentro da sua especialidade e também atua em procedimentos cirúrgicos gerais que se valem da técnica. Neste período, o médico, que também é professor na Univates, já realizou inúmeras intervenções cirúrgicas do tipo no Hospital São José e em outros hospitais da região. “Buscamos a melhor alternativa para cada paciente. Por isso é importante a constante qualificação. Na Alemanha tentei aproveitar o máximo, tanto na parte teórica, quanto na prática, para poder oferecer o melhor para os pacientes aqui”, afirma, observando que se preparou para o curso, estudando previamente a língua alemã para não perder informações importantes.

Associação Europeia de Urologia

Na Alemanha Fiedler também participou do Challenges in Laparoscopy & Robotics, um congresso médico que reuniu urologistas de várias partes do mundo para discutir os avanços da laparoscopia e da robótica. Após o congresso e a formação, foi aprovado no exame teórico e prático que atesta suas habilidades urológicas laparoscópicas, com certificação pela exigente Sociedade Europeia de Urologia.

Por daiane