Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 18 de Setembro de 2019

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Agricultura

Milho para silagem, leite e suínos movimentam o setor primário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou os resultados do Censo Agropecuário, realizado em 12 municípios da subárea de Arroio do Meio. O objetivo do Censo era atualizar as informações agropecuárias, já que o último levantamento foi feito há 10 anos. Os resultados servirão para identificar as carências do setor agropecuário, e possibilitar a liberação de recursos públicos para financiamentos, entre outras demandas. Em Arroio do Meio foram recenseados 775 estabelecimentos. Em Marques de Souza, 698; Capitão, 340 e Travesseiro, 416 estabelecimentos.

O trabalho a campo que encerrou em 28 de fevereiro continua agora com o trabalho de supervisão que deve se estender até o fim de março. O posto de coleta situado junto à Comunidade São Paulo, no Centro de Arroio do Meio, trabalha em cima de casos pontuais e possíveis divergências que possam ter ocorrido na coleta a campo. Por outro lado, o coordenador de Subárea Arroio do Meio, Paulo Ricardo Hamester, chama atenção para que nenhuma propriedade fique de fora da coleta de dados. Nesse sentido disponibiliza o telefone 51 98211-1638 e o e-mail 43010080@ ibge.gov.br para contato. “É imprescindível que todas as propriedades sejam visitadas. Nesse sentido disponibilizamos o contato para a realização da coleta em propriedades que por ventura não houve coleta”, frisa.

Silagem: Nos quatro municípios da microrregião o destaque vai para a plantação de milho para a produção de silagem. A área ocupada com a cultura em Arroio do Meio é de três mil hectares. Áreas menores ocupam os municípios de Marques de Souza e Travesseiro: mil hectares cada um. Já em Capitão a área ocupada com o milho destinado à alimentação do gado leiteiro é de 700 hectares. A cadeia leiteira, importante fonte de renda na região e forte nesses municípios, justifica os quase seis mil hectares destinados à cultura.

Rebanho: Arroio do Meio abriga o maior rebanho, totalizando 4.500 vacas que produzem 25 milhões de litros de leite por ano. Com o segundo maior rebanho da microrregião, Marques de Souza possui 2.500 cabeças, seguido de Travesseiro com 2 mil animais. A produção desses municípios é de 10 milhões de litros de leite ao ano. Com 1.200 animais, Capitão aparece em quarto lugar com uma produção de cinco milhões de litros de leite ao ano. Questionada sobre o número de animais e a produtividade nos municípios de Travesseiro e Marques de Souza a Agente Censitária Municipal, Cândida Zanetti, ressalta que “as vacas de Travesseiro são mais produtivas”.

Soja: Arroio do Meio se sobressai ainda na produção de grãos com destaque para a soja. A área plantada nesse município é superior aos demais da microrregião chegando a 1000 hectares. Marques de Souza e Travesseiro juntos, cultivam apenas 550 hectares: 350 e 200, respectivamente. Capitão não produz o grão.

Alimentos orgânicos: A produção de alimentos orgânicos também chama a atenção em Arroio do Meio. São 13 famílias produzindo hortaliças, frutas e legumes sem o uso de agrotóxicos e com o selo que comprova a atividade.

Suínos e ovos: A Pérola do Vale destaca-se também na produção de suínos, são 350 mil cabeças vendidas ao ano. Capitão também se sobressai na produção de suínos. São comercializadas por ano, 300 mil cabeças, gerando com a atividade R$ 70 milhões em 12 meses.

Capitão ainda se destaca na produção de ovos para consumo e ovos férteis. São 44 estabelecimentos, que produzem quatro milhões de dúzias por ano. A atividade também é importante no vizinho município de Travesseiro, que produz um milhão de dúzias ao ano.

Contraste: Se por um lado a cadeia leiteira envolve um grande número de famílias e uma expressiva produção de litros ao ano, por outro, a criação de suínos é a que mais rende em termos financeiros, (veja no box acima). A atividade leiteira rende aos quatro municípios o equivalente a R$ 48.564.801,00 enquanto que a suinocultura chega a R$ 231.893.577,00. A discrepância se deve, em termos, à crise que atravessa o setor que vem acumulando prejuízos em razão do preço pago pelo litro que vem despencando nos últimos meses.

Por daiane