Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 19 de Abril de 2018

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Jornal da Semana
Agricultura

Previsões anunciavam o “La Niña”…

12 de janeiro de 2018 às 6h00

O fenômeno climático, identificado como “La Niña”, que, por assim dizer se opõe ao “El Niño”, antecipadamente anunciado por estudos sobre fatores climáticos, está causando influências bastante negativas na agricultura do Rio Grande do Sul.

Segundo os especialistas, o esfriamento das águas do Oceano Pacífico, faz com que, especialmente o sul do Brasil tenha menos correntes de umidade vindas para a região, consequentemente menos chuvas ocorrem justamente no período em que mais necessitaríamos.

O calor intenso e a falta de precipitações já permitem estimar substanciais perdas nas principais lavouras de grãos, milho e soja no nosso Estado. Há quem projeta perdas de até 40% na cultura do milho, em determinadas áreas, enquanto para a cultura da soja, as previsões, no momento, não são tão drásticas, ficando na faixa de 10% a 20%, o que não deixa de ser assustador, considerando os prejuízos econômicos e financeiros para o setor da produção primária.

Na nossa região tivemos o primeiro plantio do milho, já colhido para a formação de silagens, com resultados normais, portanto, com bom desempenho. Mas, com certeza, uma segunda safra, como os produtores costumam fazer, está comprometida, a não ser que se confirme um anunciado retorno de chuvas para os próximos dias e em níveis que poderiam repor a umidade do solo, hoje muito baixa.

Apesar da evolução tecnológica, nos meios de produção – máquinas, implementos, sementes e fertilizantes – não conseguimos, ainda, ter o controle desses fatores ligados ao clima. Pois no presente caso, tínhamos a informação de que o fenômeno iria ocorrer, mas não tínhamos meios preventivos para o enfrentamento.

Poder de compra do aposentado rural fica menor

O novo Salário Mínimo definido pelo governo federal no início deste ano representa uma perda real de 0,35% no Poder de Compra de todos os beneficiários rurais. Pois enquanto a inflação de 2017 atingiu 2,07%, a correção do Salário foi de 1,81%. Uma projeção inicial indicava que o Salário passaria dos anteriores R$ 937 para R$ 979, diminuindo depois para R$ 969, para ser confirmado, por último em R$ 954, correção de apenas R$ 17.

Essa decisão do governo representa o menor reajuste do Salário Mínimo nos últimos 24 anos, desde a criação do Plano Real. O fato repercute na economia familiar, como em todos os setores de atividades, pois haverá menos dinheiro circulando, em um somatório, considerando que são milhões de aposentados tendo diminuída a disponibilidade de dinheiro para gastos em comida, em medicamentos, em lazer e nem pensar em formas de poupança.

Quando se fala ou se pensa em recuperação da economia brasileira, fica difícil entender o conceito daquilo em que o governo se apega para difundir o seu otimismo. Esse “sacrifício” do povo também precisa ser contabilizado e ele se contrapõe ao princípio de crescimento, com mais renda, mais bens… melhor qualidade de vida.

Horas Máquina para o produtor…

O vereador Rocha tem razão quando cobra maior apoio aos pequenos produtores rurais no programa de incentivo que estabelece um número de horas máquina para os agricultores, conforme mudanças adotadas. Os que mais precisam são os menos assistidos. Pois os que estão melhor estruturados já contam com manutenção de acessos, fornecimento de materiais, enquanto os demais têm dificuldades na busca de atendimento.

Por daiane