Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 21 de Janeiro de 2018

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Modelo analógico para a TV digital

12 de janeiro de 2018 às 6h00

Quem gosta de assistir a RBS tem poucos dias para mudar o sistema analógico para o digital. Já há bastante tempo, a RBS vem anunciando que o sinal será desligado de forma gradativa em todo o Estado. No dia 31 de janeiro, 107 cidades gaúchas da Serra, região Metropolitana, Litoral, Vale do Taquari serão afetadas. Para continuar tendo acesso à programação da TV Aberta terá que ser feita uma mudança com conversor (TV de tubo ou TV de tela plana que não tem o tubo embutido) uma antena UHF para captar o sinal digital da TV. A mudança e a proximidade da data do desligamento está movimentando bastante o mercado. Aqui em Arroio do Meio a estimativa segundo o vendedor César Wenz, da Loja do Alemão, é que cerca de 7 mil famílias serão atingidas. “Ainda há muitos aparelhos de TV de tubo. Em muitas casas há os dois modelos e as pessoas preferem manter estes aparelhos porque tem boa qualidade.” A Loja onde ele trabalha vende em torno de 10 kits por dia desde o começo de dezembro. Os valores para adaptação ao sistema digital variam bastante mas podem custar entre R$ 40 a R$ 250, dependendo da instalação já existente, da antena necessária, da dificuldade de instalação.

Kit gratuito

Famílias que estão no Cadastro Único do governo federal, como beneficiadas de programas sociais, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, Pronatec entre outros recebem o kit (um conversor e uma antena UHF) gratuitamente mas precisam se habilitar. O Cras pode intermediar a solicitação e a entrega é feita pelo correio. Para saber se está na lista a pessoa pode consultar o site da Seja Digital, uma organização não governamental, www.sejadigital.com.br ou fone 147 para resolver dúvidas. É preciso ter em mãos o número do CPF ou o NIS – Número de Identificação Social fornecido pelo Ministério de Desenvolvimento Social.

Em Arroio do Meio estão listadas 775 famílias como beneficiadas.

Caos político

Em pleno ano eleitoral as notícias sobre a economia sinalizam que há melhoras. Mas o caos político continua. Falta de critérios principalmente morais e éticos na escolha de pessoas para assumir cargos importantes. Caso mais recente foi da deputada Cristiane Brasil nomeada para ser a Ministra do Trabalho, impedida por ter ações trabalhistas que não foram pagas. Além dela há centenas de pessoas denunciadas e envolvidas em escândalos de corrupção que continuam sugando o dinheiro público.

O que muita gente se pergunta é se este ano, em que teremos eleições, como será o comportamento do eleitor em relação a nomes listados em corrupção, uma vez que mesmo denunciados, mas não julgados poderão concorrer. A tendência é de que o eleitor não mude muito o seu comportamento, dizem analista políticos – porque já tivemos uma eleição em pleno escândalo do Mensalão que eclodiu em 2005 e na eleição seguinte muitos dos que estavam envolvidos se elegeram com folga. Na prática o dinheiro e a distribuição e promessas de privilégios somam votos. Como será a primeira campanha sem dinheiro privado, o que vai pesar é a injeção de dinheiro público para os candidatos. Em última instância o povo vai pagar. Estes recursos como sabemos foi duplicado no ano passado e representa em torno de R$ 2 bilhões cuja distribuição ainda não está bem definida. Mas candidatos já viajam pelo país gastando dinheiro público para fazer campanha. A grande dificuldade fica por conta dos que tentam pela primeira vez.

Por daiane