Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 25 de Fevereiro de 2020

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Geral

Padre Antônio Zeno Graeff celebra 50 anos de ordenação sacerdotal neste sábado

, 15 de dezembro de 2017 às 8h53

A Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Arroio do Meio, vive um momento de graça neste sábado com a celebração do jubileu de ouro de ordenação do padre Antônio Zeno Graeff. A missa inicia às 19h com homenagens da família e presença do Coral Santa Cecília e o coral da Paróquia São Francisco Xavier, de Santa Clara do Sul, onde o padre Zeno atualmente atua. Após, sua comunidade natal, Forqueta Baixa, sedia a confraternização que reúne em torno de 400 convidados entre familiares e amigos que fez durante suas cinco décadas de vida sacerdotal. Muitos convidados são oriundos das diferentes paróquias nas quais o padre já atuou.

Formação e atuação

Padre Antônio Zeno Graeff nasceu em 12 de junho de 1939, em Forqueta Baixa, Arroio do Meio. Filho de Jacob e Irma Graeff, foi o único dos nove irmãos que seguiu a vida religiosa. Estudou os primeiros anos na sua comunidade natal e em 1953 e 1954 fez o pré-seminário em Arroio do Meio. O então Ginásio e o 2º Grau foram cursados em Gravataí e os cursos de Teologia e Filosofia em Viamão.

Foi ordenado diácono em 7 de julho de 1967 em Santa Clara do Sul, na ordenação sacerdotal do padre Décio, pelo bispo Dom Alberto Etges. Cinco meses depois, em 16 de dezembro de 1967 o mesmo bispo o ordenava padre, em Arroio do Meio. A primeira paróquia de atuação foi a de Encruzilhada do Sul, entre os anos de 1968 e 1970. Licenciado em Filosofia foi professor e assistente no Seminário Sagrado Coração de Jesus em 1971. No ano seguinte tornou-se reitor do seminário, função que ocupou até janeiro de 1982. De junho de 1982 a janeiro de 1983 atuou na Paróquia São Francisco Xavier de Santa Clara do Sul e continuou como professor do Estado cedido ao seminário.

Em 1983 retornou para Arroio do Meio, tendo atuado na Paróquia até 1987. Neste período percebeu que devia tomar uma decisão e optar pelo magistério, já que era professor do Estado concursado e cedido ao seminário ou a pastoral. Optou por aquilo que havia abraçado, a pastoral e rescindiu o contrato com o Estado.

Nos dois anos subsequentes trabalhou como assistente dos alunos de Filosofia em Porto Alegre e foi pároco em Estância Mariante, hoje Estância Nova. Em 1990 seguiu para Candelária, onde foi pároco até 1993. Nos dois anos seguintes atuou em pastorais sociais e coordenação pastoral. Foi pároco de Mato Leitão e São Martinho de Vila Palanque de 1996 a janeiro de 2002, quando assumiu a função de pároco de Encruzilhada do Sul, onde ficou até janeiro de 2009. Foi pároco de Arvorezinha de 2009 a janeiro de 2013, quando foi transferido para Santa Clara do Sul, onde é pároco na Paróquia São Francisco Xavier.

Conte-nos quais são as maiores alegrias da sua missão presbiteral?

Padre Antônio Zeno Graeff – São 50 anos de missão, de vida consagrada ao ministério da Igreja, da evangelização. Ide anunciai. Foi toda minha vida, empenhei meu ser e viver nesta missão.

Sou feliz por ter chegado onde estou. Sempre procurei adaptar-me ao local, à cultura, à etnia. Sempre senti-me bem. Enfrentei grandes desafios. O Mestre e Senhor que me chamou e enviou, sempre estava comigo. Iluminou-me, defendeu-me, acolheu-me e nunca estive sozinho. Se alguma coisa aconteceu, foi graças aos colegas, aos funcionários, às comunidades, às lideranças e à comunhão com Deus, no seu Filho Jesus, no Espírito Santo e com povo Deus.

Sempre trabalhei com colegas, menos nos dois últimos anos em Santa Clara. A minha ordenação, 1ª missa foi em conjunto com o Pe. Ivo Bersch S. J. (falecido, em acidente). Nas atividades de formação, nos seminários ou nas Paróquias devo tudo aos colegas, comunidades e a Deus. A missão continua.

Os 50 anos foi alegria e continua, na fragilidade dos anos até o fim dos tempos.

Por daiane