Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 19 de Outubro de 2019

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Jornal da Semana
Agricultura

Nova safra recorde

15 de setembro de 2017 às 9h30

Existem boas perspectivas em relação à próxima safra de grãos no Brasil. Os indicativos apontam para a superação dos volumes produzidos no ano agrícola 2016-2017, caso não ocorram eventos climáticos que prejudiquem as principais culturas.

O inusitado é que há organismos que estariam a sugerir a redução da área destinada ao cultivo do milho, com receio de que uma nova grande colheita poderia prejudicar o comércio, principalmente o interno, com a queda de preços, em razão do aumento da oferta.

Fica difícil entendermos certas teorias, principalmente de parte de quem esquece meio rápido as coisas, como por exemplo, a escassez do milho no ano passado, quando o país teve que recorrer às importações, onerando de forma substancial as atividades de produção, especialmente das cadeias de aves e suínos.

A calmaria sentida neste ano de 2017, em termos de insumos para o abastecimento das indústrias de rações não pode ser trocada pela ganância de alguns. Só precisamos, mais uma vez, lembrar uma carência e um despreparo histórico que o Brasil enfrenta que é a falta de capacidade para “guardar” ou estocar a produção excedente.

Se a tecnologia permite alcançarmos resultados cada vez mais expressivos e positivos, na forma de produção de grãos, é preciso também evoluir na infraestrutura de transportes, de silos e armazéns, na logística de distribuição das safras, dentre outros aspectos, evitando desperdícios e um mau aproveitamento dos recursos existentes.

Suasa em consórcio

Quando falamos em agroindústrias familiares, setor bastante evidenciado a partir da realização da última Expointer e de outros eventos regionais, logo nos lembramos da necessidade de aprimoramento dos Sistemas de Inspeção e, consequentemente, da legislação que trata da industrialização e comercialização de produtos de origem animal, sobretudo.

Em um comentário anterior fazia referências a respeito de entraves que as agroindústrias familiares encontram na colocação de seus produtos. Se por exemplo na exposição de Esteio em torno de 200 estabelecimentos comercializaram seus produtos para milhares de consumidores, quando essas pequenas indústrias retornam aos seus municípios, têm as suas áreas de ação restritas ao território local.

Uma ideia, que precisa evoluir, está sendo construída dentro da Associação dos Municípios do Vale do Taquari – AMVAT, de formar uma espécie de Consórcio para viabilizar, de forma conjunta, uma adequação coletiva às regras do Suasa. Essa medida proporcionará condições para que as agroindústrias familiares possam vender os seus produtos, de qualidade e devidamente inspecionados, no âmbito da região, onde há um contingente de consumidores com capacidade para absorver os produtos oferecidos.

Já passa longo tempo em que os municípios, de forma individual, tentaram criar as condições próprias para atender às exigências das regras do Suasa. No âmbito estadual, meia dúzia de cidades conseguiu criar estruturas mínimas nesse sentido, mas não estão, ainda, plenamente aptas a impulsionar um setor de grandes perspectivas.

Crise do leite

Espero que na próxima semana já se tenha resultados dos contatos e das reivindicações que as entidades representativas dos produtores de leite tiveram em Brasília, com o governo federal, na última terça-feira. Se não vier um apoio da União, aí não restará outra saída, senão partir para mobilizações, aproveitando o momento político que toma conta de todos e de tudo.

Por daiane