Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 15 de Dezembro de 2017

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Administração vai priorizar investimentos em infraestrutura

, 29 de setembro de 2017 às 9h56

O prefeito de Arroio do Meio, Klaus Werner Schnack, e a vice, Eluise Hammes, pretendem dar foco à valorização dos munícipes, realizando investimentos em infraestrutura viária nos loteamentos – visando o conforto dos contribuintes – e no interior, especialmente em localidades com potencial de crescimento.

Segundo eles, nos últimos governos investiu-se muito na geração de emprego e renda, por meio da diversificação da economia. “Percebemos que a procura por emprego está estabilizada. Mesmo assim daremos continuidade à concessão de incentivos já acordados e atentos a boas oportunidades”, explicam.

Schnack cita o eixo Rui Barbosa-Forqueta, que possui uma série de novos empreendimentos e sinaliza que, tanto a ligação asfáltica com o município de Travesseiro quanto a de Capitão, pelo Vale do Arroio Grande, vai resgatar e impulsionar projetos adormecidos. “Há muitos investidores com área de terras nestas localidades que só precisam de asfalto”, comenta.

Por Arroio Grande, a simplificação do projeto de asfaltamento da ERS-482, com a execução inicial dos nove quilômetros do trecho da planície, é vista como de mais fácil realização, pois não traz tanta intervenção ambiental.

Picada Arroio do Meio será outra localidade que receberá investimentos. “A população escolheu ficar e valorizar sua terra, é nosso dever disponibilizar boa estrutura”, prometem. E na área urbana, as prioridades são as ruas Olmiro Lansing, Sete de Setembro e Fridhold Kuhn em São Caetano, e São Miguel e São Cristóvão, na Barra do Forqueta. Outro destaque vai para a construção de bueiros e galerias no Morro Vermelho e Forqueta Baixa.

Para viabilização, a Administração está reforçando a equipe da secretaria de Obras, com equipamento, saibreiras e material para execução da terraplanagem e base. “As terceirizações seriam mais confortáveis, entretanto custam mais e já houve casos de serviços mal executados. Vamos investir o máximo possível para atender aos anseios da população e suprir uma necessidade da gestão pública”, assinala Klaus.

Um dos desafios do município tem sido gerir a pasta da Saúde e Assistência Social que hoje recebe 23% do orçamento. Os motivos são atrasos nos repasses dos governos estadual e federal que hoje atingem aproximadamente R$ 300 mil, aliados ao aumento do ônus municipais em convênio de programas governamentais, como as ESF’s. “A contrapartida do município tem sido dois terços a mais do que os recursos enviados pela união e Estado”, revelam.

Outro foco importante está na arrecadação de ISS e IPTU, cumprindo exigências do Tribunal de Contas quanto à atualização da planta de valores e créditos da dívida ativa. E na qualidade do atendimento aos contribuintes, por meio da qualificação dos servidores e humanização do protocolo.

O corporativismo imposto pela legislação federal é visto como um dos vilões na gestão do funcionalismo. “Para trocar uma lâmpada, o setor público tem a obrigação de dispor um engenheiro elétrico, o que é incompatível com a realidade administrativa”, exemplificam.

Comprometimento coletivo – O descarte irregular do lixo tem gerado inúmeras reclamações de contribuintes. Para os gestores, isso é reflexo de uma sociedade muito individualizada e descomprometida com os deveres coletivos. “Em cidades do Litoral do RS e SC, os moradores têm as lixeiras em frente às suas residências, inteirados dos horários de recolhimento e forma de armazenamento. Mas sou contra lixeiras. Cada um deveria ser responsável pelo lixo que gera”, afirma Klaus. “Em minha casa separamos todos os resíduos, e o que não pode ser reaproveitado é destinando para pontos de descarte ambientalmente correto”, complementa Eluise. Para ambos, o trabalho de conscientização deve ser contínuo e envolver as comunidades escolares.

Diante destes e outros desafios coletivos, o novo modelo de educação está buscando a aproximação das famílias fortalecendo a relação humana junto com a educação de conhecimento.

Formação de líderes – Dar oportunidades para jovens em iniciativas públicas e comunitárias é uma das premissas dos gestores. “São pessoas com vontade e precisam de espaço. Não podem ser podadas e sim apoiadas pelos mais experientes”, compartilham.

Por daiane