Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 24 de Fevereiro de 2020

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Jornal da Semana
Em Outras Palavras

A vida como ela é

15 de setembro de 2017 às 9h22

As pessoas que leem minhas crônicas têm opiniões divergentes, o que é altamente salutar. Alguns gostam, outros objetam que exponho em demasia minha vida privada. Estas críticas são ouvidas inclusive dentro de casa. Como vivemos numa democracia – graças a Deus! – escuto com paciência e reflexão.

Uso como inspiração determinados episódios da minha rotina porque isto permite escrever “com o coração”. Explico: neste caso, o texto sai escorreito, flui com naturalidade, empresta uma aura de veracidade. Causos que envolvem meus filhos, por exemplo, são compartilhados com avidez pelos leitores que “se veem” porque já passaram por situações semelhantes.

Outro personagem de destaque é Fiuk, o cachorro maltês que há sete anos alegra nossa casa. Basta percorrer praças, parques e calçadas para constatar este verdadeiro fenômeno social da proliferação de animais de estimação em cidades de todos os portes. Fiuk já se transformou num membro da família que, inclusive, nos acompanha em viagens curtas que exigem um roteiro de paradas para fazer xixi e tomar água.

As agruras da vida conjugal são enfocadas aqui com prudente parcimônia. Afinal, a intimidade com os leitores obedece a rígidos limites. Até porque o craque – conhecido como o “Neymar dos relacionamentos” – é meu vizinho de coluna, o jornalista e conselheiro sentimental profissional Ari Teixeira.

“Amigos são indeletáveis” foi uma crônica com grande repercussão

Conheço o Arizinho há mais de 30 anos. Sua paciência de monge tibetano, aliada à vasta experiência com as mulheres, associada a incrível capacidade de “arredondar” situação complicadas o elevou a categoria de guru, conselheiro perpétuo. Nesta confissão preciso admitir que ele também é uma espécie de vigilante palmatória. Ari é inclemente na hora da crítica, quase sempre se referindo a mim como o “germânico mais cabeçudo do Vale do Taquari”.

Os amigos também ocupam generosos espaços nesta coluna. Um texto, denominado “Amigos são indeletáveis”, publicada no final de 2014, teve grande repercussão. Na crônica lamentei as inúmeras perdas de companheiros de jornada, cujos telefones figuravam na agenda do celular. O afeto dispensado a este seleto grupo de parceiros me impede, até hoje, de deletar seus nomes da lista do smartphone. Não imagino minha vida sem amigos, aqueles sempre dispostos a ouvir lamúrias, compartilhar alegrias e amainar minha incurável ansiedade.

Críticas e elogios, defeitos e virtudes.

Tudo, na vida, reveste-se destas nuances. Assim, prezado (a) leitor (a), continue sintonizado neste espaço. Esteja à vontade para criticar, sugerir, elogiar, propor ou apenas ler. O e-mail está aí, no alto da coluna. Use!

Por daiane